Saturday, May 26, 2007


Sábado à tarde

Sábado à tarde, depois da refrega com a moto cultivadora, buscando um alisar e limpar de terras, terras essas, bravias indomáveis, no seu muito tempo de preguiça, quando largadas ao seu destino e maltratadas, com pedras à mistura. É um doer de alma ver coisas importantes abandonadas, como que de nada valerem, embora engajadas na Quinta e na vontade de quem quer trabalhar para as coisas mudarem.

Em terras barrentas a tormenta aumenta na dureza da coisa, não chega a impregnação das pedras encaixadas e adormecidas há muito tempo, como também o barro bravio (slão?) que recusa aceitar no seu interior a almejada água que com a vontade colaborante das raízes faz aparecer as belas e variadas folhas das ainda noviças arvores, crescendo paulatinamente a caminho do céu e da felicidade eterna.

A chuva milagrosa não se tem portado mal, mal se assusta com um já ameaçador sol, e, como por milagre, cai do céu a frescura prometedora e a bênção da água. E assim se anima um sábado à tarde. Para amanhã, descansado com o comportamento da Mãe Natureza até dá para uma visita à Feira do Livro no Parque Eduardo VII e também assistir à final da Taça de Portugal no Estádio Nacional.

Que ganhe o Sporting é a minha sede, embora o Belenense goze também da minha simpatia.

Eduardo Moreira

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