Friday, October 26, 2007


Outubro 26, 2007

Hello, old guy. Morbidman


Foi em Agosto de 2005 que começaram as “naifs” prosas de escrita subiram para o teatro do Blogue. Antes lá para os lados de 1999/2000, comecei por lançar para o Diário de Noticias, o meu parecer no dia-a-dia que passava, variadíssimas vezes as minhas opiniões eram aceites e publicadas no jornal DN. Senti-me babado e fui escrevendo no meu estilo “naif” e por aí fui andando.


Acontece que por volta de meados de 2005 apareceu o tal Blog, ou seja um sítio onde se podia escrever, publicar os escritos e também imagens, achei e criei o meu Blog, de seu nome Morbidman. Achei este nome chamativo pela sua aberração e vai daí fui publicando os meus “posts” e fotografias até que um dia me apareceu uma “dica” dos craques que estão põem detrásdas cortinas, lá longe. E me disseram para criar outro blog.Esse ficou-se por aí e entrou em campo o Morbidan-Naif que tem trabalhado até agora onde i nasceu o Oaltruísta-Morbidman-Naif. Blogspot.


Com.Com uma mensagem de apreço ao pioneiro, Morbidman e um pedido a este para voltar às lides e que faça o seu aparecimento juntando-se num trio de guerreiros animados numa continuação conjunta não deixando morrer a vontade de fazer sempre mais coisas, por mais vicissitudes que a vida nos possa trazer é de continuar, marchar, marchar.Um abraço a todos que gostam de pôr as suas ideias.


Eduardo Moreira

Wednesday, October 24, 2007

Tempos Passam, boas lembrancas,


Tempos Passam, boas lembranças ficam.

Passados quase três anos “blogue” e “posting ,” eis que outro “blog” virá rejuvenescer os outros dois cansados pelo tempo. O tempo voa, voa tão depressa que chega a ultrapassar a velocidade do som, vai daí e toca a arregaçar as mangas, mudar, mudar de nome do “blog”(nunca foi muito bonito) em busca de outro alento, outra motivação, outra estratégia, outros sonhos, outros voos, outras navegações. Como homem do Mar, não desisto perante ele, mesmo aquele da Costa-da-Caparica, Fonte da Telha, aqui bem próximo.


Estive lá ontem, o mar estava maravilhoso, azul-marinho, na imensidão devastadora, guardado pelo Cabo Espichel. Ali mesmo ao dobrar da esquina, fez-me sentir bem a beleza dura e imponente. Faz-me lembrar a primeira vez que subi á Serra da Arrábida e, daí ver a grandiosidade do Mar, bem lá em baixo, deslumbrante e imenso.

Agradeço ao Dr. Juiz Cidadão Martins, Esposa, D. Laurinda e filhos, João e António Cidadão Martins. Era eu um jovem de 15 anos, foi mais de uma semana de férias, onde senti o calor da amizade pura, sem constrangimentos ou preconceitos, é gente a sério com quem eu tive a felicidade de conviver algum tempo, na Vila de Seia, hoje Cidade.


Ao criar um novo blog, senti que tinha o dever de agradecer aos meus amigos, por terem sido tão generosos comigo. Obrigado por isso, passaram muitos anos e também tive a felicidade de poder correr mundo, sonhar e concretizar coisas boas para mim e para a minha família. Também somos 4 na família. Quando se quer, basta avançar, lutar e querer e vencer. Podemos, agora, chegar a todo o mundo, pelos Blogues, por Internet, e:mails etc. parece que as pessoas estão todas mais próximas, é só pesquisar no Google e as coisas aparecem e, é só comunicar, conversar, discutir ideias, aprofundar as democracias, Humanizar, Viver.


Isto hoje é só um navegar no tempo, ver o tempo voar como uma gaivota, livre nos céus. É um pequeno desabafo, que bem falta fazem levar a minha tarefa a bom porto, na transformação de um “monte (monte da cerca)” que não tem parado, em preparação para uma plantação à volta de 200 Árvores, predominando as Oliveiras.

Eduardo Moreira

Wednesday, October 17, 2007


As mãos

Com mãos se faz a paz se faz a guerra.

Com mãos tudo se faz e se desfaz.

Com mãos se faz o poema – e são de terra.

Com mãos se faz a guerra – e são a paz.

Com mãos se rasga o mar.

Com mãos se lavra.

Não são de pedras estas casas mas de mãos.

E estão no fruto e na palavra as mãos que são o canto e são as armas.


E cravam-se no Tempo como farpasas mãos que vês nas coisas transformadas.Folhas que vão no vento: verdes harpas.


De mãos é cada flor cada cidade.Ninguém pode vencer estas espadas:nas tuas mãos começa a liberdade.

Manuel Alegre, O Canto e as Armas, 1967

Friday, October 12, 2007


(Ao ritmo da peregrinação, directo de Fátima)


Peregrinação a Fátima - 90 anos das Aparições -

É uma multidão arrepiante, é gente que vem a pé, algumas desde segunda-feira de madrugada, isto é a fé, logo é querer, e assim vai ter o que deseja, a primeira força é querer ir lá, a Fátima, e ver aquela imensidão de lenços brancos naquela praça completamente cheia, buscando um reforço para as mágoas do dia-a-dia, e esperando com crença, o regresso a casa e ao dia a dia de alegrias e tristezas, porem, as baterias de fé estão carregadas e a força do amor faz uns quantos milagres.


Para dar graças ao povo e á Virgem, temos as belas canções de Marco Paulo e outros ligados aos

milagres da Irmã Lúcia, assim seja. OTenor Geovanni Diamond, e António Pinto Basto cantam com emoção e arte. Serenela de Andrade dá um ar da sua graça.


Compreender a religião é coisa que muita gente não alcança, daí o desdém com que se fala neste assunto, é obvio que ninguém pode fazer estalar os dedos e vai daí um milagre, o milagre vem do nosso querer, vem da humanização do ser humano, é obvio que, recuando bem lá para traz no tempo, o Homem era selvagem, era o salve-se quem puder e pronto, no decorrer do tempo, foi-se chegando mais perto. Alguém disse nós, humanos e não temos de nos matar e comer uns aos outros.

(Vem aí A minha Mãe era a Mãe mais bonita. Isabel Silvestre, cantou. Deolinda de Jesus, Silvestre. )


Continuando sobre a selvajaria, direi que, ainda estamos muito brutos, brutamontes mesmo e foi por isso que se criou a religião e as Igrejas, como aquela Basílica enorme que fizeram em Fátima, acho que eles se esticaram, não fica bem tanta exuberância para os homens de Deus. Mas pronto, agora que trabalhem, pois têm muito que fazer, às vezes pensa que estamos a regredir no caminho para a Humanização do ser Humano.

Tudo leva o seu tempo e quanto a nós, estamos em via de nos esbarramos uns contra os outros, considerando as nuvens negras que por este Globo se deparam, a corrida ao armamento está na ordem do dia e só por “milagre” é que isso não acontece, e esse confronto está por um fio a não ser os mais poderosos comecem a compreender que é extremamente grave uma falta de diálogo e a não humilhação contínua de outros Países que só levam à catástrofe, não esquecendo que têm que os ajudar, colocando-os na mesma dimensão.


OTenor Geovanni Diamond, para terminar.

Eduardo Moreira

Thursday, October 11, 2007


Herman José


Gostei de o ver no programa Portugal no coração, não sei muito do que se está a passar consigo, e não tenho visto muito o seu novo programa, mas não é difícil de calcular, não só pela visita de sua Mãe a este programa como pelo facto de haver uma total ausência da sua aparição em público, o que me causou estranheza, pois, como deve calcular a sua existência fazia parte do nosso quotidiano.

Eu não sou dado a ídolos, sei apreciar a arte quando ela aparece e a sua arte está presente em quase todos os Portugueses. Fazia e faz, pois não creio que em breve não esteja outra vez a seu gosto, o génio soltou-se cá para fora e tivemos um Herman de volta, é assim que nós gostamos de si, porém, não gostei das suas lamentações e não são justas quando se refere à forma como o trataram, e, claro, lá veio mais uma vez a falta de democracia em Portugal, as pessoas sabem, você é português porque gostamos muito de si, mas talvez, porque o seu País tem uma democracia mais avançada, não teve a delicadeza de se naturalizar. Ninguém é infalível.


É fácil de saber o que se passou, basta ter seguido minimamente os seus últimos programas para compreender que o Rei ia Nu, tudo tem o seu tempo e há que estar preparado para isso, as coisas mudam e ninguém é insubstituível. Todos sabemos que ainda é o maior, um monstro na arte de comunicar, tiramos-lhe o chapéu por todos estes anos em que o Herman era e é uma pessoa que está no coração dos portugueses.


É natural que se chegue ao fim, assim como é natural que as pessoas se cansem, mesmo continuando a gostar dele, porque gostamos dele, mas a realidade está lá, quem sabe até já o viam por cavalheirismo, aquilo já era. Na minha sensibilidade era claríssimo que vinha aí muita dor, talvez quem alterou o rumo, (muda de rumo muda de rumo) também não viu a questão como um bom irmão, os artistas são muito sensíveis e devem ser tratados com muito carinho, criamos Deuses e esses também sofrem.

As pessoas às vezes querem ser tão adoradores que são capazes de adorar o diabo, esse nem sempre é má pessoa, as vezes até é compreensivo, leva as almas a adorar tudo o que é muito badalado e pronto, venha o Satanás e anda tudo atrás dele, embevecidos. Depois, como por milagre aparece, vindo do céu outros heróis, é um ciclo, é preciso, aparece.


Os Gatos Fedorentos estão aí com a sua graça, e porque não? Um Herman novo também é bem-vindo, aliás, foi dessa fonte em que eles beberam, embora, mesmo bebendo da mesma fonte, não quer dizer que não tenham o seu estilo, é um fenómeno novo mas menos Hard.

Eduardo Moreira

Saturday, September 29, 2007


Benfica-Sporting, A Águia e o Leão

Falta menos de uma hora para começar mais um derby, está tudo preparado para a redondinha começar a pôr os corações a bater mais depressa, logo logo, num lance mais emocionante as batidas disparam e a emoção está a pique. Para refrescar as mentes, a chuva veio trazer uma frescura serena que mais não é do que uma amigável disputa, onde a meteorologia meteu a mão e aí está um belo Sábado desportivo ao cair da noite nesta Lisboa que todos nós amamos.

O resultado será só no fim do jogo, cuja brincadeira já vem de uns anos atrás, também acolhida na maior das galhofas, que também fazem parte do espectáculo. Ora aqui, tudo parece o que é, é um jogo na Capital com os dois intervenientes vizinhos, ali estão para dar tudo na conquista desejada que é arrecadar os pontos tão a jeito. A esta hora que estou a escrever já pressinto o irrequieto Sr. Camacho deitando a as mãos à cabeça em cada vez que as coisas estão tremidas para o seu lado, o Benfica, a Águia da fez o seu show e todos aplaudem com fervor.

Pelo lado Sportinguista, que é por sinal o meu mais que tudo, começo por apreciar o nervoso miudinho, que não é maior do que o de Camacho. Camacho tem andado muito irrequieto com os seus jogadores, as coisas não andam, parece que há qualquer coisa emperrada, falta de óleo como se costuma dizer, pelas palavras Camacho incita a esquadra Benfiquista que ele já conhece de tempos passados, não os poupa, zangado mesmo, leva os seus pupilos a êxtase de vitória, será que resulta? Creio que pode resultar, nestas coisas do futebol pode acontecer tudo, talvez seja esse o segredo do fenómeno do desporto, pois é aí que está a paixão de lutar e vencer, os homens e já também as mulheres, pelam-se por uma boa batalha, ainda bem que não é no estilo de Aljubarrota.

A hora vem chegando e eu também estou dentro do jogo, torço pelo Sporting e corro contra o tempo para ver os Leões, com a sua Juba, entrarem com o pé direito como se costuma dizer, presumo a Vitória Leonina, não sei porquê mas, crente naquela equipa que não nada em dinheiro como certos fanfarrões que andam por aí, quais milionários falidos, nós estamos a pôr as contas em dia neste grande clube produtor da mais fina pelei-a de jovens jogadores, que há décadas lança para o mundo e não só no futebol como em muitas outras modalidades.
Vamos a eles rapaziada.

Eduardo Moreira

Friday, September 28, 2007


Vale Sempre a Pena uma Manifestação de Rua

O conflito na ex. Birmânia lá vai, já morreram á volta de mais de uma dúzia, é assim para se dar uns passos em frente tem de haver chacina, tem que se mexer com coisa, e se assim não é fica tudo, tudo mesmo, mesmo, mesmo na mesma , há que morrer gente, até um fotojornalista foi assassinado pelas tropas do Estado, o fotojornalista ainda mostrou a câmara de filmar mas de nada lhe valeu, por ali ficou prostrado na estrada, outros que por ali corriam, uns a fugir e outros a perseguir, como se fosse o gato e o rato.


Depois dos mortos de ontem lá vieram alguns Países, A Europa o Japão a China EUA, talvez também a Rússia com o Presidente Putin a balançar-se no seu andar ondulante e determinado, não sei bem qual é a reacção destes Países tão fortes mas, tardaram e chegaram, com toda a sua pujança e vontade, talvez, para arejar aquelas cabecinhas pensadoras de que têm de se chegar à frente para minorar estes atentados à dignidade Humana.


Seguindo este raciocínio meio disparatado, pode dizer-se que há males que também trazem o bem ou seja se não houver manifestações, os “chefões” deixam estar tudo como estava, fica tudo na “mesminha” que é assim que eles gostam, quanto pior melhor, que é para poderem dar umas porradas naqueles manifestantes malvados e até aqueles mal vestidos que são os monges, lá trazem umas chinelitas calçadas e ás vezes nem isso, porque os Monges não precisam de muito, estão leves como plumas já a pensar em chegar ao céu na sua leveza natural com Deus e os Anjos, e quem somos nós, também simples mortais como todos? É bom é quando realmente estamos leves sem os pesos de consciência insuportáveis que nos transportam para os infernos que, diga-se de passagem, aquilo não deve ser nada agradável a não ser que volta e meia não apareçam gajas nuas.


Portanto acho que é melhor a gente levar as coisas com calma, mesmo quando o treinador do Benfica Camacho, dá uma seca aos jogadores de uma hora, numa locução erudita e mesclada entre o Português e o Castelhano. Cá para mim as coisas não devem estar a correr da melhor maneira, as tácticas devem estar baralhadas.

Os Monges sofrem menos do que os adeptos do Benfica a não ser que ele atine com a alma dos jogadores e deixe os discursos assanhados para os Srs. Marques Mendes e Luis Filipe Meneses.

Eduardo Moreira

Thursday, September 27, 2007

Russia e China, mas que grande dupla


Russia e China, mas que grande dupla


Não há dúvida, a força bruta está de acordo, e que dupla, Putin e China. Dois sonhadores de grandes poderes, que até já têm. Putin está cheio de dinheiro e não sabe o que deve fazer com ele. Está a desenvolver armas e mais armas enlevado por ele próprio, sonhador diabólico ou romântico, deve ser as duas coisas, tem na cabeça a União Soviética e anda doidinho com tanto poder e riqueza, não sei como vai a vida de milhões de Russos, mas bem não deve ir seguramente, mas, Putin vai em frente endoidado com tantos aviões supersónicos e não sei que mais, mas turva-lhe a vista quando lhe falam em pobreza, naquele magnífico País e que a mãe natureza colocou nos nossos olhos as mulheres russas lindíssimas como as nossas (agora) a pôr os portugueses rendidos completamente e embasbacados.


Na china, marcha-se em grande forma e em ritmo acelerado, a economia vai por ali acima sem medos, estão danados com Taiwan, mas isso são contas para ajustar mais tarde ou mais cedo, quanto a Myanmar é claro lavam daí as suas mãos, vamos lá pôr essa gente mal vestida (Os Monges) na ordem que é como se faz aqui com uns outros Monges, já levaram nas orelhas e ainda levam mais se abrem a boca sobre essa tal Independência lá nos píncaros do Tibete.


A matança em Rangum já começou, não se sabe bem, mas os Monges em Myanmar não devem estar a reclamar grande coisa, eles o que querem é num mínimo levarem a sua vida quase nua e crua. Ainda há uns dias esteve cá esse pachola do Dalai-Lama que com umas chinelitas corre por aí o mundo todo, querendo que os deixam estar nos seus belos e eternos Mosteiros a rezarem e muito, salvando assim com o exemplo, levar a paz a abnegação a leveza de se estar com Deus.


Num caso destes em que a matança até ontem havia cinco mortos, mas, nem quero pensar em quanto vai isso, com as forças militares na rua, mais-valia que pusessem essas forças desnecessárias, a produzir e mandar esses mandões para locais em que se deve trabalhar e dar condições de desenvolvimento em Paz e democracia, as pessoas querem ter a sua casa como seja o seu pequeno palácio, que é isso mesmo, ter civilização e todo o ditador devia ter vergonha de ser o chefão e os seus concidadãos não terem o essencial para a sua família. As mulheres em casa vão fazendo milagres mas não é sempre. Haja vergonha ditadores.

Eduardo Moreira

Wednesday, September 26, 2007


Eles e as suas guerras


Com tanta coisa, deveras bela, por esse mundo fora, as guerras andam por aí, os Monges de Myanmar enfrentam um exército assanhado e muito violento, oferecendo o peito às balas, pelas ruas da cidade apenas com uma singela roupa, que apenas lhes tapa parte do corpo, que religiosamente vestem, bem diferentes dos paramentos usados nas nossas missas católicas, mas estes, muito mais elaborados, para manifestar a sua indignação num País de Ditatorial, um regime de há cerca de 40 anos.


Eles aí estão, crentes na sua religião, despojados de tudo menos da convicção que os move e lhes dá força, paz e amor. Um contraste enorme com o que actualmente vai por esse mundo. Quando será que a violência dos que têm o poder acaba? Tem de acabar algum dia, porque o caminho certo não é este, não é preciso ser-se muito inteligente para descortinar o caminho certo, é só abominarem o terror das guerras e deixar ir o sentir da Paz.


Há muita gente que não descortina outro meio de viver e de resolver as coisas sem ser através das guerras, não sabem que há outros caminhos e há aqueles que têm a obrigação de saber, são os que estão, ou que deveriam estar ao lado dos que são mais desprotegidos, dos que vivem em plena humilhação dia a dia, confrontados com um poderio arrogante e suicida, pois a pose dos super poderosos é um percurso suicida.


Ainda se está a tempo de reflectir, por exemplo, ainda ontem alguém, neste caso Ahmadinejad, veio aos EUA para conversar e conversou ao seu modo ao seu jeito ao seu estilo de estar na vida. Palavras vencem todas as armas. O Sr. Bush parece andar a leste do paraíso, mas ainda está a tempo de por os EUA na posição de líder dum mundo novo, aproveitando a sua própria juventude como grande Estado e dar o exemplo de aperto de mão a todos, mostrar que realmente os EUA vão parar para pensar. Já basta de tantas mortes e de contar quantos filhos morrem numa casa de família nos EUA. Haja tento.

Eduardo Moreira


Tuesday, September 25, 2007

O episódio de Filipe Scolari veio trazer a vitória no euro 2008


O episódio de Filipe Scolari veio trazer a vitória no euro 2008

O homem perdeu a magia, caiu em torpor, perdeu a graça, deixou fugir a estrelinha, percebeu-se perfeitamente que andava nervoso, a áurea de outrora evaporou-se, mas ainda pode voltar, basta que perceba que, tem andado no rumo certo, ou seja, tem dentro de si a melhor táctica de todas que é saber falar com os seus “meninos”.

Não sei se ele sabe que a sua força é precisamente essa, saber empolgar os jogadores, leva-los à concentração máxima, e a uma inabalável auto confiança, deixa-los jogar de forma livre sem as peias das regras rígidas.

Ou seja, a técnica do saber lidar com os seus jogadores, incentivar com o jeito das palavras ou expressões, é leva-los à concentração máxima e á auto-confiança. Este é o segredo de Luís Filipe Scolari. Pena é que se tenha deslumbrado demais e chegou à vaidade de querer meter ”foice em seara alheia”.

Com todo o desplante opinou, como sendo a coisa mais normal do mundo, que o jogador tal ou tal deveria jogar na Selecção Nacional. Não sou contra que haja um ou dois jogadores brasileiros a defender as nossas Quinas, mas, é mesmo ao estilo de Scolari, vir a terreiro, com exemplos de outros países, o homem não tem bem o sentido das coisas, falhou, meteu os pés pelas mãos.

Há o caso do Deco, onde aí encontramos um caso diferente, primeiro porque esteve bastantes anos a jogar em Portugal, era um “ilustre” desconhecido e subiu a pulso para um dos maiores em Portugal, reconhecendo publicamente que foi aqui que subiu ao estrelato. Foi assim que a sua integração na Selecção portuguesa o recebeu de braços abertos.

Eu sou pela entrada do imenso número de estrangeiros que vieram para Portugal, especialmente os brasileiros, e não é pelos seus lindos olhos, é porque o País precisava deles, e porquê? Porque este País precisa de algo que o faça acordar (o que está a acontecer).

Este País ficou atrasado, pelo egoísmo daqueles que estavam a mandar, esses Hipócrates, mantiverem, enquanto puderam, amordaçar o povo para assim manterem mais mordomias. Pelas mãos de quem podia e devia não se viu mais do que o “Status Quo”.

Aqueles que beneficiaram desta injustiça, e descendentes, devem corrigir isso, nunca é tarde para limpar a face.

Eduardo Moreira

Wednesday, August 22, 2007

Férias e outras coisas

Férias e outras coisas.

Agosto o mês de férias, mas nem sempre assim é, às vezes as coisas mudam, especialmente para quem não pode perder-se na fantasia das descobertas de procurar coisas novas. Mergulhar no desconhecido, esquecer a rotina do ano inteiro, ver-se por dentro a navegar na descontracção da vida, achar o nosso intimo, sentir a vida que nos foge lenta e insuperavelmente.

O Agosto vai-se esfumando, deixa-nos assim sem mais nada.
E quando nos parece que já não há férias, porque estamos sempre livres e ao mesmo tempo temos sempre um projecto para lançar, algo de novo que se preenche, a alma com o "criar" alguma coisa, vem o entusiasmo, logo, vem a força que nos dá o prazer de construir qualquer coisa, como por exemplo algo que fica, não desaparece, faz parte do nosso novo mundo, pôr "pedra sobre pedra" nem que seja plantar uma árvore ou muitas árvores.

Também se pode ler livros, aqueles que foram ficando na prateleira porque outras coisas havia que fazer e os horários para cumprir, e o cansaço do dia de trabalho. Há sempre uma alma teimosa cá dentro que não pára de ter um querer de vida, a vibração de dentro diz-nos tudo para eternizar a vontade de viver para sempre, independentemente de se abandonar o "cangalho", quando as obras feitas que ficam, e sustêm vida que fica.

O importante é mesmo não perder a vontade de criar coisas, amar a vida vivida com entusiasmo, a força interior é a chave da vida, havendo entusiasmo tudo aparece feito.

O romance perene também uma peça importante na vida "forever" é um galvanizar de força que nos chega bem do fundo do nosso querer. Há por aí tanto que fazer que o melhor é mesmo fazer férias de verão ou não. Uma preguiça de vez em quando é um bom pecado, mas logo logo fala mais alto o agarrar ao trabalho. Que coisas lindas nos traz. Vamos a isso.

Eduardo Moreira

Monday, August 20, 2007

Diga Mal - VPValente


Diga Mal - VP Valente


Andei atrás das suas crónicas anos a fio, porém, atraiçoou-me quando se passou para o Publico. Já só o leio, por vezes, no fim-de-semana, pois, onde vivo agora, só tenho o Correio da Manhã, para ler, gostaria de ter um décimo da sua cultura.


É um prazer ler as suas crónicas. E quanto ao facto de "dizer mal" quase sempre, eu creio que sei a razão, é uma espécie de revolta pela tacanhês do nosso País, que se ficou sempre para trás e não perdoo a todos os que tiveram culpa nisso.


Uma visão egoista e estúpida de estar na vida remetendo maldosamente os mais desfavorecidos num “quanto pior melhor”, para poderem ter como seus, seres humanos transformados em escravos e na ignorância, para assim viverem sem qualquer pejo, como senhores dos seus escravos.


Peçam perdão ao nosso Portugal. O seu dizer mal é uma revolta que tem lá dentro e, não sei a tem identificada. Não é difícil de ver que é um homem de H grande. Diga mal desta cambada para ver se acordam.


Eduardo Moreira

Thursday, August 16, 2007

Guerra e Religião www.shvoong


Guerra e Religião http://www.shvoong/


Li aqui um artigo sobre esta tese, não concordei com ela dada a forma lamentosa em que foi relatada, acontece que sem uma análise humanizada só se consegue obter um lacrimejar doentio que não nos leva a qualquer solução, a outra forma poderá ser, uma abordagem humana dirigida a todos os que se remetem a uma solução musculada.Ignoram-se os motivos, os dramas, a humilhação dos que sofrem na carne a miséria e o desprezo dos que não têm a capacidade de compreender o drama dos outros. A região é muito importante na Humanização do mundo, é por isso que as pessoas se recorrem ao que acreditam. Milhões de pessoas conseguem levar uma vida de amor e contenção.
Estou a lembram-me do dia em que tudo isto se agravou, foi no dia 11 de Setembro de 2001. Rebentou a bolha que encheu, encheu até que rebentou. Já havia alguns sinais, como foi o ataque a um Navio de Guerra Americano Cole. Outras coisas se podiam adivinhar no horizonte.
Antes da bolha rebentar, os EUA viviam um período calmo, com suaves conversações sobre os problemas da Palestina e Israel. A parte mais difícil do mandato de Clinton foi o caso com de Mónica L. onde o Presidente se “passou” dado o tédio que corria na Casa Branca. Aí se pressentiam, coisas bem mais graves, com por exemplo, uma atitude (mais uma vez) humana na sangrenta relação do poderoso e insensível Israel.
Não tardou muito que a “bolha” rebentasse, e de que maneira, via aviões comerciais cheios de gente, boa gente, com certeza. Eles os mais pequenos estavam a lutar contra um ataque de nervos, cujo, só lhes poderia trazer algum alívio quando pudessem dar uma resposta aos “inimigos” eternos que levavam a sua fé aos níveis de total rotura com tudo o que os oprimia.
Deu-se o golpe vindo do ar, milhares de pessoas inocentes morrem no meio dum horror impensável, As Torres ardiam com tochas que davam uma luz cada vez mais apagada e incompreensível. Houve alguma pausa, por parte dos que dando a vida, entregaram-se ao sacrifício da redenção do seu próprio orgulho.
Isto tinha de acontecer, estava nas entrelinhas, o ódio sentido anos e anos veio, graças a Deus pensaram os heróis no orgulho aliviado. Chegaram lá aos todo poderosos senhores dos melhores meios de defesa e ataque no alto da sua arrogância. Insensíveis aos mais fracos aos que, talvez controlados por gente insensível, guardando o tempo, manter os “bons” hábitos ancestrais que lhes interessa manter, um crime cometido aos fiéis.
Da parte dos poderosos, as coisas também não correram bem, numa desigualdade de meios, lançam-se em força contra os que pouca força têm, ignoraram as razões dos que num momento de extrema raiva e ódio, atacam com aviões civis. Morrem como tanta gente morreu, algumas despedindo-se dos seus entes queridos sem saberem a razão do acontecido. Aqui está a fonte da questão, a razão do ódio.
Muita gente, não muita, perceberam que não se devia retaliar, não houve clarividência, houve cegueira de ódio e vingança, não lhes ocorreu que não deviam responder contra quem atacou, porque tinham obrigação de saber dar um exemplo, conversar com eles sem levantar uma arma. Aprendam por favor.

Eduardo Moreira

Friday, August 03, 2007


BARCO NEGRO

De manhã temendo que me achasses feia
acordei tremendo deitada na areia
mas logo os teus olhos disseram que não
e o sol penetrou no meu coração
vi depois uma rocha na cruz
e o teu barco negro dançava na luz
vi teu braço acenando entre as velas já soltas
dizem as velhas da praia, que não voltas
são loucas... são loucas

Eu sei meu amor
que não chegaste a partir
pois tudo em meu redor
me diz que estás sempre
comigo...

No vento que lança a areia nos vidros
na água que canta no fundo mortiço
no calor do leito no barco vazio
dentro do meu peito estás sempre comigo
lará... lará... larará... aaaaa... aaaaaaa...
mumm...

Eu sei meu amor
que não chegaste a partir
pois tudo em meu redor
me diz que estás sempre
comigo...

Amália Rodrigues (fado)


Thursday, August 02, 2007

As voltas da vida

Andar em volta, caminhar por aí, são tantos os caminhos, trilhados com raiva, com amor, quase sempre, vou também para lá e para cá, uma vezes com Norte outras sem Norte, vai-se andando, carregado de vontade e fervor, o caminho foi traçado desde pequenino, rasgando o caminho, subindo sorrindo “naif” sempre.
Das pequenas coisas, dos grandes arrojos, dos sinos que tocam, e logo se calam, o instante na vida o caminho a seguir em frente, sempre. A sombra das Montanhas subir é a pecha, subindo,
subindo, a Estrela está perto a tocar com a mão.
A vida é o caminho, seguindo, moldado, enrolado, mas segue, sem peias, com tantas ideias e coisas tão belas. É esse o milagre que aparece escondido, sentido cá dentro e nos leva nos ventos da luz.
Procurando um além, ambição feroz, procura-se o Mar com vontade sagaz, ele aí está, fresquinho a salpicar, por vezes zangado, em percursos ousados, cortando o destino, em ondas suaves, escrevendo o traçado, tão desejado, de sonhos comprados em contos contados, pertinho do céu.
Quando o querer rima em viver, sem nada temer, na força do amor. Por terras que existem de gente que é gente, se sentem diferente a reacção não é temente. É gente que ama com o mesmo fervor e muita dor, é situação desigual é assim irreal em nada normal.
A toda a hora, como criança que chora, há desforra em desforra, quem com ferro mata com ferro morre, está na mente de todos, dizem os ditados populares, em todos os lares, há dramas e tramas, há o borbulhar da vida em todos os cantos.
E para amanhã, o amanhã, há sempre um amanhã, que nos espera com coisas boas ou não é, esta a magia da vida para cada segundo que passa, passa e não passa estamos cá para sempre não se sabe como, mas a passagem de cada um é uma passagem. Boa passagem.
Eduardo Moreira.

Saturday, July 07, 2007

As 7 maravilhas do Mundo


As 7 maravilhas do Mundo

Um Mundo em mudança está em marcha, o caminho para a dignidade e justiça no nosso Globo. Não é de todos, é de alguns e muitos ainda não sabem o que isso é. Os contornos estão lá, é o caminho óbvio, a almejada civilização que se espera, depois de passados tantos anos nessa caminhada da Humanidade.

O espectáculo de ontem mostrou uma mentalidade nova, ainda algo trémula mas irreversível, vai ainda ter hesitações é verdade, há ainda muito que desbravar, limpar ódios. Não mais o disparar primeiro e perguntar depois, sentar à mesa primeiro e ajudar quem precisa. Na procura de um Mundo de igualdade. Metam as armas num saco, ninguém precisa disso. É melhor olhar para as Maravilhas do Mundo.

As melhores lutas são as do relvado de futebol, (ou as arenas) as espadas já lá não estão, o que lá está é uma entrega total com onze de cada lado, lavados em suor e que ganhe o melhor. Ao fim trocam-se as camisolas. Os jogadores actualmente gostam de mudar de clube, mudam-se para um clube onde já foram adversários e passam a largar suor pelo novo clube e aí está mais um sinal de lutas sem ódios.

As 7 maravilhas do Mundo estão no seu lugar protegidas, como estão milhares por todo o nosso Mundo é o grande reconhecimento dum Mundo de todos com toda a gente embevecida. Portugal foi o escolhido para receber a grande festa e não se enganaram na escolha. Há um mundo em mudança, para melhor, assim acreditamos.

Falta a soberba envergonhar quem a tem e subir no carácter e na decência, essa sim é a verdadeira riqueza. Viva o Mundo.

Eduardo Moreira

Thursday, July 05, 2007

Obrigado António Manuel


Obrigado António Manuel

Estou a escrever da Biblioteca de Penafiel, ontem tive the fechar às pressas porque era uma hora da tarde e a Biblioteca encerra para almoço. Almoçamos na Régua, ficamos encantados com a beleza da Região, com as montanhas abençoando carinhosamente o deslumbrante Rio Douro.

Estamos hospedados no INATEL de Entre-os-rios e temos percorrido a área que é encantadora. O vinho branco predomina por aqui fruto de latadas enormes, características para o vinho verde branco, é uma dádiva dos Deuses.

Nos Palácios do INATEL preferimos os vinhos produzidos aqui nas propriedades do INATEL, "marcha" uma "botelha" fresca em cada refeição, como a Tia está em contenção eu vou aproveitando.

Para finalizar, ontem à noite eu e a tia, com um excelente DJ, brilhamos na arte da Dança, a turma de menos novos, assustados e sem coragem para avançar, avançam decididos num medroso pé de dança, lá foram lá ganhando confiança inebriados com o meu vasto curriculum de dançarino, desde o bem abanado ritmo africano até ao mais clássico musical.

No início fomos premiados com várias ovações de palmas, tal a nossa diversidade e performance. Foi um sucesso, e, fundamental para o arranque da animação. A Tia está a caminhar para uma recuperação a cem por cento.

O beijo para a tua Mãe e diz-lhe que espero por vocês numa visita a Azinheira dos Barros para quando o tempo estiver mais fresco. O verde já se vai impondo, impondo-se ao deserto inicial, vou cobrir o Alpendre que tem 16,5 de comprimento e 2,70 de largura. Um abraço

O que inicialmente começou, por ser um e:mail de família transformou-se um pequeno "post" no blogue.

Tio Tó

Saturday, June 30, 2007

O pior já lá vai


O pior já lá vai

Dia 15/6/07: As Tempestades aparecem, vêm sem serem chamadas, zumbem nos nossos ouvidos sem mais aquele ou aquela. Foi uma corrida contra o tempo, tempo esse que numa demora um pouco mais longe e a fatalidade estaria presente.

A corrida para o Hospital começou em plena Lisboa já noite, o Hospital mais próximo era o escolhido, decisão sem recuo custasse o que custasse.

Foi um correr contra o tempo, tempo esse que parecia querer fugir do nosso alcance, chegar ao Hospital, British-Hospital-Lisboa, as horas rondavam as quase 22h. Não se sabia o grau de gravidade, a tensão era muita. Mais ainda, a Tensão Arterial era uma das ameaças mais gravosas, rondavam os ameaçadores 23 graus.

Os sintomas avançavam em enxurrada, fortes dores no peito começavam a aparecer, a doente acusava grande desgaste físico. A médica de serviço, uma jovem principiante espanhola começou por desvalorizar as queixas. A tensão arterial neste caso e noutros anteriores mostrou-se sempre manhosa e dissimulada arrastando a doente para o abismo, sobe, sobe (a tensão arterial) e não se dá por nada.

Entretanto fez-se luz na cabeça da jovem médica espanhola, o comprimido debaixo da língua apareceu, o alarme estava dado, os minutos eram de toda a importância, o médico cardiologista chegava, as análises diziam da sua verdade os resultados denunciavam a gravidade.

Sexta-Feira: 15 - A noite do internamento foi a 15 de Junho de 07 sexta-feira. Regressei a casa com um vazio no fundo do estômago, não era pela falta de alimentação mas sim pela assumida lesão grave que reinava na equipa em acção.

Sábado: 16 - Os primeiros cuidados a fazer com vista à estabilização do corpo tinham já começado, as expectativas eram de apreensão e esperança baseados no profissionalismo do pessoal técnico.

Domingo: 17 - Embora as visitas começassem às 14 horas, pelas 09 da manhã já lá estava, não fazendo nada, sempre transmitia a minha presença lá para os cuidados intensivos, onde se encontrava desde o dia do internamento. A ansiedade era constante mas havia também muita confiança no profissionalismo dos médicos e no trabalho em curso.

Segunda-feira 18 - Dia H, A intervenção começou, havia que se actuar com o Cateterismo no sentido de eliminar qualquer bloqueamento sanguíneo e, ou rotura, em artéria, coisa que se afigurava muito grave. Uma artéria foi desbloqueada via cateter e as boas notícias começaram a iluminar as vidas em causa através dum trabalho competente e da vontade de se seguir em frente. A sombra de um nome que assusta estava lá “Enfarte do Miocárdio”

Terça-feira 19 – Ainda foi um dia de muita debilitação, com tanto movimento e tanta ansiedade, mas a vontade de ultrapassar todo este combate ajudou a seguir-se em frente.

Quarta-feira 20 – Dia da Saída do British-Hospital, foi um tempo de ansiedade e espera, ainda muitas coisas a concluir, alongando-se até mais do Meio-Dia. Foi uma parte final feliz, dado o sucesso ansiado, mesmo sabendo-se desde o início que dadas as circunstâncias, recorremos ao Hospital que tínhamos mais perto e bem qualificado, arcando com todas as despesas, dado não termos acordo. Happy End é o importante.

Eduardo Moreira

Tuesday, June 05, 2007


THE RIVER - Bruce Springsteen

I come from down in the valley
where mister when you're young
They bring you up to do like your daddy done
Me and Mary we met in high school
when she was just seventeen
We'd ride out of that valley down to where the fields were green

We'd go down to the river
And into the river we'd dive
Oh down to the river we'd ride

Then I got Mary pregnant
and man that was all she wrote
And for my nineteenth birthday I got a union card and a wedding coat
We went down to the courthouse
and the judge put it all to rest
No wedding day smiles no walk down the aisle
No flowers no wedding dress

That night we went down to the river
And into the river we'd dive
Oh down to the river we did ride

I got a job working construction for the Johnstown Company
But lately there ain't been much work on account of the economy
Now all them things that seemed so important
Well mister they vanished right into the air
Now I just act like I don't remember
Mary acts like she don't care

But I remember us riding in my brother's car
Her body tan and wet down at the reservoir
At night on them banks I'd lie awake
And pull her close just to feel each breath she'd take
Now those memories come back to haunt me
they haunt me like a curse
Is a dream a lie if it don't come true
Or is it something worse
that sends me down to the river
though I know the river is dry
That sends me down to the river tonight
Down to the river
my baby and I
Oh down to the river we ride

Friday, June 01, 2007


PRIMAVERA

É Primavera agora, meu Amor !
O campo despe a veste de estamenha;
Não há árvore nenhuma que não tenha
O coração aberto, todo em flor !

Ah ! Deixa-te vagar, calmo, ao sabor
Da vida... não há bem que nos não venha
Dum mal que o nosso orgulho em vão desdenha !
Não há bem que não possa ser melhor !

Também despi meu triste burel pardo,
E agora cheiro a rosmaninho e a nardo
E ando agora tonta, à tua espera...

Pus rosas cor-de-rosa em meus cabelos ...
Parecem um rosal"! Vem desprendê-los !
Meu Amor, meu Amor, é Primavera ! ...

Fonte: "Sonetos" - Florbela Espanca - 5a Edição

Thursday, May 31, 2007


Mais um a abandonar o posto

Cada um pensa em si e pronto, muda-se para a Câmara municipal de Lisboa e é porque gosta de voltar onde já esteve. Deixa para trás o projecto em que estava envolvido. Parece muito feliz com o facto de darem ao craque o que o craque quis. O homem ainda está mais inchado.

Não sei se é influência do burro, teve efeito. O que mais me incomoda é o facto desta gente querer parecer tão zeloso nas pretensões que se denuncia num egoísmo atroz.

Diz que gosta e concorrer à Câmara de Lisboa e vai para a campanha já com a convicção de que ganha, é o craque do burro, são favas contadas e o trabalho que estava a fazer que se lixe, o homem quer ser o Presidente da Câmara e o PS bate palmas, porque o PS vai ganhar a Câmara e isso é importante para o PS.
O País que vá à fava o que interessa é o PS ganhar a Câmara de Lisboa. Temos o Governo á
deriva, está parado, diz Marcelo, o País está estupefacto com tanta confusão arranjada. O Primeiro - Ministro, pelos vistos bateu palmas á saída do seu braço direito no Governo. Não sabe dizer que não, não vá perder a CML.

início do mandato acreditei no Primeiro – Ministro, cheguei a escrever que era tempo de amar e não de reivindicar. Contudo fui-me desacreditando, mais uma vez dos políticos, vivem não sei para quê, nada melhora, os anos passam e as coisas ficam na mesma. Ainda pensei ingenuamente, que era desta vez que íamos começar a por as linhas nos carris. Nada.

Não seria mais digno para o Sr. Ex: Ministro que gosta da Câmara, manter-se no seu lugar a preparar-se fazer a sua obra e a complementar o Governo nas muitas e delicadas tarefas que têm pela frente, desleixando por completo a obra que tinham pela iniciado.

Não seria com dignidade que se pusesse à frente todo um trabalho que vergonhosamente se vem arrastando pelo egoísmo e hipocrisia só porque se vai ”perder” a CML.

Há tanta gente competentíssima para o cargo como é o caso de Helena Roseta, que até é do PS e que pela entrevista que deu no Canal 2 da RTP mostrou ser altamente capaz para assumir uma reviravolta limpa e competente na CML. O Sr. Costa devia ser reenviado para o Governo e devia gostar de levar o seu trabalho até ao fim. Que falta de dignidade.

Eduardo Moreira

Saturday, May 26, 2007


Sábado à tarde

Sábado à tarde, depois da refrega com a moto cultivadora, buscando um alisar e limpar de terras, terras essas, bravias indomáveis, no seu muito tempo de preguiça, quando largadas ao seu destino e maltratadas, com pedras à mistura. É um doer de alma ver coisas importantes abandonadas, como que de nada valerem, embora engajadas na Quinta e na vontade de quem quer trabalhar para as coisas mudarem.

Em terras barrentas a tormenta aumenta na dureza da coisa, não chega a impregnação das pedras encaixadas e adormecidas há muito tempo, como também o barro bravio (slão?) que recusa aceitar no seu interior a almejada água que com a vontade colaborante das raízes faz aparecer as belas e variadas folhas das ainda noviças arvores, crescendo paulatinamente a caminho do céu e da felicidade eterna.

A chuva milagrosa não se tem portado mal, mal se assusta com um já ameaçador sol, e, como por milagre, cai do céu a frescura prometedora e a bênção da água. E assim se anima um sábado à tarde. Para amanhã, descansado com o comportamento da Mãe Natureza até dá para uma visita à Feira do Livro no Parque Eduardo VII e também assistir à final da Taça de Portugal no Estádio Nacional.

Que ganhe o Sporting é a minha sede, embora o Belenense goze também da minha simpatia.

Eduardo Moreira

Friday, May 25, 2007

Grândola Vila Morena


Grândola Vila Morena

É aqui que estou na Vila vindo da Biblioteca Municipal, está-se bem, inspira a calma e carisma desta Cidade do Zeca, é assim que se sente alguma humanidade em comparação com o que se vai vendo nesta blogosfera e no globo, neste mundo louco em que se vive actualmente.

O cair da chuva nestes dias traz ainda mais frescura ao lugar.Uma das coisas mais perturbantes nestes dias que passam mostram-se, por exemplo nas manobras no Golfo Pérsico, querem talvez amedrontar um País mais pequeno e a alguns anos luz do poderio bélico do EUA.

Estes ainda não perceberam que as ameaças não resolvem nada, pelo contrário acicatam deveras os povos que se sentem humilhados. Por aí não belicistas incorrigíveis.

Os homens amam a guerra, ouvi um dia destes um poeta dizer, mas com os poetas também as pessoas às vezes não ligam, mas deviam.Uma coisa que me deixa preocupado á o facto terem passado dois anos deste Governo, no qual acreditei na esperança de ser desta que se ia pôr as coisas na ordem e alinhar com os nossos companheiros da União, mas não está tudo a derrapar e voltamos ao ciclo vicioso.

E eu que estava até cheio de esperança.Há um ministro que acho estranho, perguntam-lhe coisas sobre assuntos importantes que merecem uma eficaz atenção e perante montes de pessoas a quererem ver melhor grandes investimentos e a atitude do Ministro Mário Lino é de desprezo, orelhas moucas, rindo-se não sei de quê e a que propósito e pronto.

Ontem, creio eu, saiu-se com aquela apalhaçada desboca dela de menosprezar a Margem Sul. O Primeiro Ministro tem alinhado também nas orelhas mocas.Estou só numa Biblioteca não quero tirar a vez a outros. Pensem no nosso País, amem-no e tudo correrá bem.

Eduardo Moreira

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Thursday, May 24, 2007

Israel


Israel


No estrangeiro se está quando é preciso, se for em Israel também não é mau tirando as cócegas que vão fazendo vizinhos com vizinhos, de um lado não gostam dos que chegaram mais tarde de outro lado não gostam os que chegaram há muitos, muitos anos.

Os primeiros são mais espertos, começaram a ler a Bíblia desde o início mas, inteligentes impuseram a si próprios que todos deveriam saber ler a Bíblia, ou seja, saber ler não era só para alguns eruditos mas sim para todos, todos mesmo, logo nunca seriam ignorantes, logo aprenderiam desde cedo a entranharem-se no mundo fascinante da cultura e da curiosidade da descoberta das coisas e melhor ainda, do entendimento da vida.


Tenho um familiar que está a caminho de Telavive, em trabalho, será quiçá uma experiência interessante, sabendo ainda que algures, não longe das fronteiras os Obuses e não só, vão voando com o destino da destruição.

O seu próprio desenvolvimento é também uma ameaça contínua para todos e mais ainda para os militares, que esses, estão sempre mobilizados homens e mulheres, mais novos ou mais velhos. Conheci uma Senhora Israelita pela Net que horrorizava quando eu lhe dizia que havia alguma arrogância da parte de Israel dada a diferença de capacidades bélicas.


A Senhora zangou-se mesmo comigo pois disse-me que tinha um filho nas fileiras da guerra e já tinha perdido o marido naquelas batalhas intermináveis e cada vez mais assanhadas.

Falava-se às vezes (escrevia-se também) em eliminação selectiva por parte de Israel e por parte dos EUA dizia-se “se não fizerem o que queremos” nós dizemos sim. Uma ameaça velada contra o Irão que estaria ou estará a produzir poderio Nuclear.


Desde 2001 que protesto no papel e na Net a forma errada de encararem estas assimetrias horrorosas, mas segundo li há uns dias os homens gostam da guerra será?.

Eduardo Moreira

Wednesday, May 23, 2007

Maio 23,007


É assim a pobreza

Maio 23,007

Não chove, para Sul vêm umas pingas, só pingas. A Sul tudo está quente, como a gente que é assim, que seca, o que vale é que hoje temos jogo, da liga de Campeões da Europa.

Liverpool-AC Milan. Agora é assim, estamos todos inscritos na grande Europa, e assim faz sentido, união é a palavra certa, isoladitos, não cola bem, integraditos também não está mal. Eu sou um torcedor do Chelsea de José Mourinho, pois, gostamos sempre de ver o País e os nossos conterrâneos fazerem figura e traz sempre uma mais-valia para o ego.

Andamos por aqui ainda muito com a borda fora de água mas enfim é a nossa sina, falamos muito mas realizamos pouco e estas classes com muita classe é uma coisa muito pró incrível, diferenças que a tal classe alta, acha isso muito normal, um dia virão a compreender esta injustiça e pouca vergonha. Temos o dever de olhar para os nossos semelhantes.

Faz-me lembrar a saga dos ricos muito ricos e os pobres muito pobres. Nas Terras de todo o País há o João que não tem tostão porque tem filhos e os empregos são muito precários, quem lhes acode, ninguém se rala com o João e a sua prole. A descrição da pobreza é algo que faz doer, custa. Em tempos atrás as pessoas até achavam normal, somos pobres, é assim que temos de viver com a graça de Deus.

Os tempos estão sempre a mudar e os ventos vão soprando para outras atitudes perante os valores assumidos pela gente que já conhece o que são os abusos de outrora, algumas vezes sem o saberem eram rudemente explorados e de forma oportunista, levando as pessoas a saberem sempre pouco, vendo assim a sua vida facilitada em detrimento dos pobres.

Pior para todo um País que se quer desenvolvido, ombreando com os demais, fazia-lhes jeito manter e continuar um povo iletrado. É esta a herança que os Senhores deixaram, aqui andamos a penar. Um dia terão de limpar a face.

E.M.

Tuesday, May 22, 2007


Romance – Maio 22, 07


Vai devagarinho, o romance, quer dizer algo, tirar de dentro pôr cá fora, uma alma singela, altruísta, amante da vida e das boas causas. É ao sabor da “pena” deixá-la deslizar, correr pelo pensamento, pelo amor, pelo destemor.


As árvores tremeram hoje com o calor, a chuva esteve por cá, mas mais acima a Norte, quando as tenras folhas estremecem, frágeis e delicadas, ficam assustadas, à que correr para lhes acudir a elas, as tenras folhas. Por baixo está o segredo, as raízes, esforçam-se ao máximo para sacarem alguma humidade, estão entre a vida e a morte. Será que se salvam? A ver vamos os cuidados intensivos são precisos.


A acção é importante quando se quer mover algo belo e que tem pés, mãos e alma para andar. É um tempo de paciência e de querer. O dia de hoje tem sido normal, é o primeiro dia registando, transportando o mexer da vida presente e passada, as emoções fortes, um toque no rasgar da vida e no desgaste pelo tempo, no voar das ilusões e no ansiar por outras.

Vamos trabalhar no alpendre para combater o implacável sol a fustigar as paredes tornando os interiores tão quentes como as paredes exteriores. E, é assim “simplex” navegar pela Net e navegar pelas pequenas e grandes coisas, quiçá ficcionadas, procurando o imago profundo a paixão da vida. Terras altas, terras duras perto das estrelas e da estrela de cada um.

Espera-se mais um dia de “calma”. A pequena”Madeleine” continua ausente do seu mundo natural, entretanto quem se achou no direito de perturbar a vida de uma alma inocente? É assim que está este Mundo, que devia estar melhor, muito melhor do que está.
E.M.

Thursday, May 17, 2007


Florbela Espanca - A força do amor
Languidez

Fecho as pálpebras roxas, quase pretas,
Que poisam sobre duas violetas,
Asas leves cansadas de voar...

E a minha boca tem uns beijos mudos...
E as minhas mãos, uns pálidos veludos,
Traçam gestos de sonho pelo ar...

Fanatismo

Minh’alma, de sonhar-te, anda perdida.
Meus olhos andam cegos de te ver!
Não és sequer razão do meu viver
Pois que tu és já toda a minha vida!
...

E, olhos postos em ti, digo de rastros:
«Ah! Podem voar mundos, morrer astros,
Que tu és como Deus: Princípio e Fim!...»

Fumo

Longe de ti são ermos os caminhos,
Longe de ti não há luar nem rosas;
Longe de ti há noites silenciosas,
Há dias sem calor, beirais sem ninhos!

O nosso mundo

Que importa o mundo e as ilusões defuntas?...
Que importa o mundo seus orgulhos vãos?...
O mundo, Amor?... As nossas bocas juntas!...

Wednesday, May 16, 2007

Crianças abusadas

Perde-se a voz, perde-se o animo perde-se a vontade de escrever, nenhum tema apa
rece no fundo da alma, está tudo para lá de Bagdad. Como sempre fala-se de tudo por aí, mas os assuntos parecem-me todos gastos, é o dia a dia da desgraça e do disparate.


Até aquele horror do rapto da menina Madeleine me parece gasto, cada dia que passa aumentam os casos incompreensíveis e horrorosos e o mundo está a ver as coisas passarem como de uma coisa normal se tratasse.


O mais inverosímil é que não se pode cortar o mal pela raiz dado que as pessoas envolvidas nestes crimes estão agarrados ao crime por vício e impotentes para darem um passo atrás, crentes que seja justificável, não reconhecendo já o drama em que estão envolvidos e assumindo-o como que vergados a uma volta de cento e oitenta graus, na sua própria mentalidade, ao lado destes ainda aparecem os negociantes do crime.


A primeira acção deve ser a compreensão desta reviravolta que se opera no cérebro, mudaram-lhe as regras e a partir daí o regresso à normalidade humana é praticamente impossível. Os psicanalistas fazem zero, falam que se desunham, tudo muito elaborado e muito enrolado e daí não passam, não se pode contar com eles.

Há todo um tipo de viciados, nas coisas bastante leves e outras bastante pesadas e é nestas que as coisas são realmente muito graves. Enquanto não houver alguém que compreenda este fenómeno e avance para uma campanha maciça de alerta para esta chaga das sociedades em todo o Mundo nada se resolverá e o drama aumentará até se ter de tomar medidas violentas na libertinagem mundial.

Eduardo Moreira

Friday, May 11, 2007

Bocage


Bocage


As filhas do Mondego a morte escura,
Longo tempo, chorando, memoraram.CAMÕES, Lusíadas. Canto 3, cxxxv
A UlinaSoneto dedicatório

Da miseranda Inês o caso triste
Nos tristes sons, que a mágoa desafina,
Envia o terno Elmano à terna Ulina,
Em cujos olhos seu prazer consiste.

Paixão, que, se a sentir, não lhe resiste
Nem nos brutos sertões alma ferina,
Beleza funestou quase divina,
De que a memória em lágrimas existe.
Lê, suspira, meu bem, vendo um composto
De raras perfeições aniquilado
Por mãos do Crime, à Natureza oposto.
Tu és cópia de Inês, encanto amado;

Tu tens seu coração, tu tens seu rosto...
Ah!, defendam-te os Céus de ter seu fado!

Wednesday, May 09, 2007

Tratado de Roma. 9 de Maio. 5o anos.

Regras de

utilização do logotipo por terceiros Logótipo dos 50 anosEste é o logotipo escolhido para a comemoração dos 50 anos do Tratado de Roma. Será utilizado por todas as instituições da União Europeia, nas comemorações, eventos e publicações relacionados com o aniversário. Convidam-se os Estados-Membros, as autoridades regionais e locais e as ONG, empresas e cidadãos a utilizar o logotipo em qualquer evento que organizem e que esteja relacionado com os 50 anos da União Europeia.Para além da versão original, o logotipo existe em 23 línguas da União Europeia.O que simboliza O logotipo de comemoração dos 50 anos da União Europeia representa graficamente a voz de todos os europeus, especialmente das novas gerações. Estes europeus querem paz, estabilidade e prosperidade, mas sem abdicarem do seu direito à individualidade e à diversidade.A palavra «Juntos» exprime de uma forma simples e directa tudo o que estava inicialmente subjacente à ideia da Europa:não apenas a política, ou o dinheiro, ou as fronteiras geográficas, mas sobretudo a cooperação e a solidariedade.Os diferentes caracteres representam, através dos diferentes grafismos, a diversidade da história e da cultura europeias, mantendo-se «juntas» (together) pelo significado da própria palavra.Utilização do logotipo A Comissão Europeia adquiriu os direitos de autor do logotipo, podendo assim apresentá-lo e reproduzi-lo sem restrições de meios ou do número de cópias em todas as línguas oficiais da União Europeia, presentes e futuras, e sem restrições territoriais.Os terceiros que, com excepção das instituições da UE, pretendam utilizar o logotipo, na forma e línguas autorizadas pela Comunidade, podem fazê-lo gratuitamente, desde que cumpram as seguintes condições:

Tuesday, May 08, 2007


Elvis Presley

Are You Lonesome Tonight?

Are you lonesome tonight
do you miss me tonight
Are you sorry we drifted apart
Does your memory stray to a bright sunny day
When I kissed you and called you sweetheart
Do the chairs in your parlor seem empty and bare
Do you gaze at your doorstep and picture me there
Is your heart filled with pain, shall I come back again
Tell me dear, are you lonesome tonight

I wonder if you're lonesome tonight
You know someone said that the world's a stage
And each must play a part
Fate had me playing in love you as my sweet heart
Act one was when we met, I loved you at first glance
You read your line so cleverly and never missed a cue
Then came act two, you seemed to change and you acted strange
And why I'll never know
Honey, you lied when you said you loved me
And I had no cause to doubt you
But I'd rather go on hearing your lies
Than go on living without you
Now the stage is bare and I'm standing there
With emptiness all around
And if you won't come back to me
Then they can bring the curtain down

Is your heart filled with pain, shall I come back again
Tell me dear, are you lonesome tonight?


Monday, May 07, 2007


FADO DO ESTUDANTE


Fado do Estudante (também conhecido pelo nome "fado do Vasquinho")

Que negra sina ver-me assim
Que sorte e vil degradante
Ai que saudades eu sinto em mim
Do meu viver de estudante

Nesse fugaz tempo de Amor
Que de um rapaz é o melhor
Era um audaz conquistador das raparigas
De capa ao ar cabeça ao léu
Sem me ralar vivia eu
A vadiar e tudo mais eram cantigas

Nenhuma delas me prendeu
Deixa-las eu era canja
Até ao dia que apareceu
Essa traidora de franja

Sempre a tinir sem um tostão
Batina a abrir por um rasgão
Botas a rir num bengalão e ar descarado
A malandrar com outros tais
E a dançar para os arraiais
Para namorar beber, folgar cantar o fado

Recordo agora com saudade
Os calhamaços que eu lia
Os professores da faculdade
E a mesa da anatomia

Invoco em mim recordações
Que não têm fim dessas lições
Frente ao jardim do velho campo de Santana
Aulas que eu dava se eu estudasse
Onde ainda estava nessa classe
A que eu faltava sete dias por semana

O Fado é toda a minha fé
Embala, encanta e inebria
Dá gosto à gente ouvi-lo até
Na radio - telefonia

Quando é cantado e a rigor
Bem afinado e com fulgor
É belo o Fado, ninguém há quem lhe resista
É a canção mais popular, toda a emoção faz-nos vibrar
Eis a razão de ser Doutor e ser Fadista


O "Fado do estudante" foi interpretado pela primeira vez por Vasco Santana no filme "A Canção de Lisboa" de Cottinelli Telmo.

Realizado em 1933, foi o primeiro filme sonoro feito em Portugal.

Sunday, May 06, 2007

Formas de amor

Formas de amor

Necessitamos de amor. Ele dá sentido às nossas vidas. É o combustível que nos anima. Sem ele é difícil suportar o destino, ou amar a vida, como diz Morin.

O amor é-nos intrínseco, e, de acordo com certa visão científica, ele é o herdeiro de um certo sonho bacteriano: o sonho remoto de qualquer bactéria em se unir e fundir com outra.

O amor transmuta-nos, transforma-nos, ou afunda-nos (na sua falta). É ele que, inclusivamente, está na base de alguns dos nossos ódios, e de muitos crimes: por amor a uma certa ideia de Deus e a verdades religiosas interpretadas de forma estreita, encerrando uma concepção pobre do homem e da vida, os fundamentalistas muçulmanos cometeram morticínios como os do 11 de Setembro e do 11 de Março.

O terrorismo e o ódio podem ser formas pervertidas de amor. O amor frustrado, e tudo o que se opõe ao amor, tornam-se facilmente objecto de ódio. O amor esconde-se nos mais diferentes níveis da nossa existência e da nossa procura de felicidade e plenitude, e assume, por isso, diferentes formas, conteúdos e graus.




TABACARIA
Fernando Pessoa
Poemas sobre a vida e o seu sentido


Tabacaria, de Fernando Pessoa, é indubitavelmente um dos mais extraordinários poemas do século XX. Ele é característico da poesia de Pessoa, da sua componente filosófica, do questionamento que ele faz da vida e do seu sentido.

Não sou nada.
Nunca serei nada.
Não posso querer ser nada.
À parte isso, tenho em mim todos os sonhos do mundo.
(…)

Conquistámos todo o mundo antes de nos levantar da cama;
Mas acordámos e ele é opaco,
Levantámo-nos e ele é alheio,
Saímos de casa e ele é a terra inteira,
Mais o sistema solar e a Via Láctea e o Indefinido.
(…)

Come chocolates, pequena;
Come chocolates!
Olha que não há mais metafísica no mundo senão chocolates.

Fernando Pessoa, 1888-1935, poeta português, Tabacaria

OS HOMENS AMAM A GUERRA


Não sei com que armas os homens lutarão na Terceira Guerra,
mas na Quarta, será a pau e pedra –Einstein

Os homens amam a guerra. Por isso
se armam festivos em coro e cores
para o dúbio esporte da morte.

Amam e não disfarçam.
Alardeiam esse amor nas praças,
criam manuais e escolas,
alçando bandeiras e recolhendo caixões,
entoando slogans e sepultando canções.

Os homens amam a guerra. Mas não a amam
só com a coragem do atleta
e a empáfia militar, mas com a piedosa
voz do sacerdote, que antes do combate
serve a hóstia da morte.

Foi assim na Criméia e Tróia,
na Eritréia e Angola,
na Mongólia e Argélia,
no Saara e agora.

Os homens amam a guerra
E mal suportam a paz.

Os homens amam a guerra,
portanto,
não há perigo de paz.

Saturday, May 05, 2007

Povo que lavas no rio


Povo que lavas no rio
Letra: Pedro Homem de Melo
Música: Fado Victoria

Povo que lavas no rio
E talhas com o teu machado
As tábuas do meu caixão.
Pode haver quem te defenda
Quem compre o teu chão sagrado
Mas a tua vida não.

Fui ter à mesa redonda
Bebi em malga que me esconde
O beijo de mão em mão.
Era o vinho que me deste
A água pura, puro agreste
Mas a tua vida não.

Aromas de luz e de lama
Dormi com eles na cama
Tive a mesma condição.
Povo, povo, eu te pertenço
Deste-me alturas de incenso,
Mas a tua vida não.

Povo que lavas no rio
E talhas com o teu machado
As tábuas do meu caixão.
Pode haver quem te defenda
Quem compre o teu chão sagrado
Mas a tua vida não.

A casa da Mariquinhas


A casa da Mariquinhas
Letra: Silva Tavares
Música: Alfredo Duarte (Marceneiro)

É numa rua bizarra
A casa da Mariquinhas
Tem na sala uma guitarra
E janelas com tabuinhas

Vive com muitas amigas
Aquela de quem vos falo
E não há maior regalo
Que a vida de raparigas
É doida pelas cantigas
Como no campo a cigarra
Se canta o fado à guitarra
De comovida até chora
A casa alegre onde mora
É numa rua bizarra

Para se tornar notada
Usa coisas esquesitas
Muitas rendas, muitas fitas
Lenços de cor variada.
Pretendida, desejada
Altiva como as rainhas
Ri das muitas, coitadinhas
Que a censuram rudemente
Por verem cheia de gente
A casa da Mariquinhas

É de aparência singela
Mas muito mal mobilada
E no fundo não vale nada
O tudo da casa dela
No vão de cada janela
Sobre coluna, uma jarra
Colchas de chita com barra
Quadros de gosto magano
Em vez de ter um piano
Tem na sala uma guitarra

P'ra guardar o parco espólio
Um cofre forte comprou
E como o gaz acabou
Ilumina-se a petróleo.
Limpa as mobílias com óleo
De amêndoa doce e mesquinhas
Passam defronte as vizinhas
P'ra ver o que lá se passa
Mas ela tem por pirraça
Janelas com tabuinhas

Saturday, April 28, 2007


Nua

Porque me despes completamente
sem que eu nem perceba...
E quando nua
por incrível que pareça
sou mais pura...
Porque vou ao teu encontro
despojada de critérios...
liberto os mistérios
sem perder o encanto
do prazer...
Porque
quando nua
sou única
e exclusivamente
tua...


Conheço o sal...

Conheço o sal da tua pele seca
Depois que o estio se volveu inverno
De carne repousada em suor nocturno.

Conheço o sal do leite que bebemos
Quando das bocas se estreitavam lábios
E o coração no sexo palpitava.

Conheço o sal dos teus cabelos negros
Os louros ou cinzentos que se enrolam
Neste dormir de brilhos azulados.

Conheço o sal que resta em minhas mãos
Como nas praias o perfume fica
Quando a maré desceu e se retrai.

Conheço o sal da tua boca, o sal
Da tua língua, o sal de teus mamilos,
E o da cintura se encurvando de ancas.

A todo o sal conheço que é só teu,
Ou é de mim em ti, ou é de ti em mim,
Um cristalino pó de amantes enlaçados
.

Friday, April 20, 2007


Não humilhem os mais pobres.

Universidade Virginia Tech


Mortos chegaram a 33 em Universidade nos EUA.

O que se passou na Virgínia é um sinal do que se passa no Mundo, ou seja, os mais pobres já não aceitam a humilhação de nada poderem fazer perante o poderio dos que tudo têm. Têm tudo até demais, a riqueza em excesso esmaga qualquer abordagem a uma relação normal entre todos os seres humanos os mais desenvolvidos e os que sentem na pele um trabalho diário a músculo para poderem dar aos filhos aquilo que eles não puderam ter.

Um Pai oriundo da Coreia do Sul sofre o desgosto de ver o seu filho matar 33 colegas, alunos na Universidade. É duro, mas foi o que aconteceu.

Há uns anos atrás as pessoas que viviam no limiar da pobreza aceitavam qualquer vexame para não perderem o pouco que iam tendo, calando no silêncio da sua vida para não perderem o emprego.

Actualmente, outro galo canta, alguém, no seu íntimo, diz basta. Aonde está a civilização no ano 2007? A civilização do Globo? Nada, onde está a Humanidade? A arrogância dos mais fortes perante os mais fracos. Há aqui uma similaridade com muitos casos em chamas actualmente, exemplo o Iraque, o Irão, o Afeganistão e por aí.

Quando é que as grandes potências e as de menor dimensão assumem uma postura humanizada e vão falar com os que já não aguentam mais ser humilhados, dia após dia. Quando é que os poderosos vêm com olhos de ver que não é à paulada e à pedrada e ao míssil teleguiado que se chega ao entendimento e ao respeito mútuo.

Vem do 11 de Setembro o culminar da paciência num mundo impaciente. Quando desta catástrofe, onde homens se metem em quatro aviões e os lançam contra a Bela América na extraordinária Nova Iorque e Washington. Tenho o privilégio de ter vivido naquele extraordinário País, na data ainda bem calmo no tempo do Presidente Clinton e os seus prazeres naturais.

No dia da catástrofe (September Eleven 2001), a primeira coisa que me ocorreu foi: Não Retaliar. Pois, fizeram exactamente o contrário, vai de avançar com todo o manancial de fogo. E pronto, de cabeça perdida aí estão os amigos e aliados na Cruzada contra os infiéis. Escrevi desde o início no meu Blogue MorbidMan e mais tarde no MorbidMan-Naif, que estava meio mundo a ver o filme às avessas.

Vamos para a porrada e pronto, põe-se tudo à molhada e castigam-se os maus com todo o rigor, e em menos de nada está tudo nos eixos. Claro como a água, ainda hoje anda tudo em afogadilho para tentarem saber como sair da trapalhada em que se meteram, tiveram já muito próximos de se envolverem a “castigar” o Irão que não se está a portar bem e não faz o que os bons mandam, este Irão está mesmo irrequieto a ONU já decidiu castiga-lo e tem de ser.

Eduardo Moreira