Tuesday, December 19, 2006

A azáfama do Natal


A azáfama do Natal

Tudo tem de estar pronto naquele dia 24 à noite, é a noite mágica para as crianças e para os adultos, todo o ambiente é de confraternização, é a família mais próxima que aqui está, lembrando também a que está fisicamente menos próxima.

A mesa estará linda como é habitual, o “menu” fará crescer alguma água nas bocas e trará o calor do ambiente, ajudado pela salamandra crepitante. Lá fora e cá dentro brilham as iluminações natalícias e brilha a decoração, pressurosamente cuidada neste dia tão especial.

Todos parecem crianças esperando pelo que lhes calha, da prenda, houve algum “caroço” que se gastou, é a troca das prendas, para os mais novos e os mais velhos, aí está o simbolismo do dar e do receber trazido ao abrigo dum tal menino chamado Jesus.

A festa do menino continua, é assim, dá-nos o melhor presente, que é esta festa tão encantada, parece que este encantamento nos traz alento, bem preciso é, pois nem sempre as coisas são fáceis.

Mas, continuemos a navegar por esta tal azáfama do Natal que esperamos, todos nos dedicamos um pouco para que tudo esteja pronto naquele dia 24 que aí vem, o dia de todos nós, as famílias.

Até o autor destas “tretas” tem dado o seu melhor no local da nossa festa Natalícia para que, sem ser em “palhinhas deitados” no agressivo frio do campo, todos nos sintamos bem e confortáveis, no calor da companhia de todos.

Eduardo Moreira

Friday, December 15, 2006


A conversa e a palavra. de: Eduardo Moreira

É preciso conversar
Elas, as palavras, são como as cerejas,
Há uma palavra a dar,
Diz. Diz tudo o que desejas.

Uma boa conversa, sem calar.
Senta-te meu amigo,
Deixa sair o riso, encanta-te a comunicar.
Estamos aqui, estamos contigo.

Não olhes para o nada, fala.
Não esmoreças, abre a tua alma.
Não ligues à cisma que te abala.
As coisas são o que são, a calma.

É tão bom abrir a alma.
O fechar esquece o fluir.
Inventa a amizade da alma,
Fala com ela a sorrir.

Cada Dia é uma graça;
É um saborear, não o desleixes ao passar;
Agarra-o bem. Inexoravelmente, ele, passa.
Antes que ele vá, sente-o, para o saborear.

O que eu gosto de conversar.
As palavras vêm do nada, logo, logo, saem desenoveladas.
Não faz falta procurar, elas vêm ao chamar.
Cada vez mais seguras e firmes, contentes e enlevadas.

Eduardo Moreira

Thursday, December 14, 2006

Natal


Natal

A harmonia trazida por um menino em palhinhas deitado. É a mensagem que veio para ficar, ficou para sempre, alguém a agarrou bem e não mais desapareceu, as pessoas sabem onde está algo de positivo, de ternura, do bem saber, do bem compreender o seu significado. Foi um empurrão nas mentalidades, na humanização na decência no amor.

Este tal menino tão frágil como os outros, trouxe com ele alguma luz aos espíritos materialistas, egoístas e secos de compreensão da diferença do bem e do mal.

Aqueles que põem em primeiro as coisas fúteis e a ganância de nada quererem perder, mesmo que essa ganância material enegreça a alma o espírito e os prive do sabor da fraternidade e do verdadeiro amor, aquele que trás a Luz e a verdadeira Paz.

Por vezes tem que se procurar bem, dada a falência total de entendimento, continuando a haver em redor montes de amor e até aquela compreensão da realidade que é o facto de que cada um é como nasceu.

Os genes de raiz teimam em manter-se exactamente na mesma, ignorando que o ser humano evolui ferozmente na bela ânsia de crescer e humanizar-se. Aí sim, se encontra-se a verdadeira luz.

No Natal há que pensar, meditar e sentir a mensagem que todos os anos, os genes, preguiçosos, sejam espicaçados e levados a sentir a vontade de amar e saber o que é o amor, que nos chega através do menino Jesus, adorado por crença, havendo aí o querer mudar e assim as coisas acontecem.

Eduardo Moreira