Friday, October 26, 2007


Outubro 26, 2007

Hello, old guy. Morbidman


Foi em Agosto de 2005 que começaram as “naifs” prosas de escrita subiram para o teatro do Blogue. Antes lá para os lados de 1999/2000, comecei por lançar para o Diário de Noticias, o meu parecer no dia-a-dia que passava, variadíssimas vezes as minhas opiniões eram aceites e publicadas no jornal DN. Senti-me babado e fui escrevendo no meu estilo “naif” e por aí fui andando.


Acontece que por volta de meados de 2005 apareceu o tal Blog, ou seja um sítio onde se podia escrever, publicar os escritos e também imagens, achei e criei o meu Blog, de seu nome Morbidman. Achei este nome chamativo pela sua aberração e vai daí fui publicando os meus “posts” e fotografias até que um dia me apareceu uma “dica” dos craques que estão põem detrásdas cortinas, lá longe. E me disseram para criar outro blog.Esse ficou-se por aí e entrou em campo o Morbidan-Naif que tem trabalhado até agora onde i nasceu o Oaltruísta-Morbidman-Naif. Blogspot.


Com.Com uma mensagem de apreço ao pioneiro, Morbidman e um pedido a este para voltar às lides e que faça o seu aparecimento juntando-se num trio de guerreiros animados numa continuação conjunta não deixando morrer a vontade de fazer sempre mais coisas, por mais vicissitudes que a vida nos possa trazer é de continuar, marchar, marchar.Um abraço a todos que gostam de pôr as suas ideias.


Eduardo Moreira

Wednesday, October 24, 2007

Tempos Passam, boas lembrancas,


Tempos Passam, boas lembranças ficam.

Passados quase três anos “blogue” e “posting ,” eis que outro “blog” virá rejuvenescer os outros dois cansados pelo tempo. O tempo voa, voa tão depressa que chega a ultrapassar a velocidade do som, vai daí e toca a arregaçar as mangas, mudar, mudar de nome do “blog”(nunca foi muito bonito) em busca de outro alento, outra motivação, outra estratégia, outros sonhos, outros voos, outras navegações. Como homem do Mar, não desisto perante ele, mesmo aquele da Costa-da-Caparica, Fonte da Telha, aqui bem próximo.


Estive lá ontem, o mar estava maravilhoso, azul-marinho, na imensidão devastadora, guardado pelo Cabo Espichel. Ali mesmo ao dobrar da esquina, fez-me sentir bem a beleza dura e imponente. Faz-me lembrar a primeira vez que subi á Serra da Arrábida e, daí ver a grandiosidade do Mar, bem lá em baixo, deslumbrante e imenso.

Agradeço ao Dr. Juiz Cidadão Martins, Esposa, D. Laurinda e filhos, João e António Cidadão Martins. Era eu um jovem de 15 anos, foi mais de uma semana de férias, onde senti o calor da amizade pura, sem constrangimentos ou preconceitos, é gente a sério com quem eu tive a felicidade de conviver algum tempo, na Vila de Seia, hoje Cidade.


Ao criar um novo blog, senti que tinha o dever de agradecer aos meus amigos, por terem sido tão generosos comigo. Obrigado por isso, passaram muitos anos e também tive a felicidade de poder correr mundo, sonhar e concretizar coisas boas para mim e para a minha família. Também somos 4 na família. Quando se quer, basta avançar, lutar e querer e vencer. Podemos, agora, chegar a todo o mundo, pelos Blogues, por Internet, e:mails etc. parece que as pessoas estão todas mais próximas, é só pesquisar no Google e as coisas aparecem e, é só comunicar, conversar, discutir ideias, aprofundar as democracias, Humanizar, Viver.


Isto hoje é só um navegar no tempo, ver o tempo voar como uma gaivota, livre nos céus. É um pequeno desabafo, que bem falta fazem levar a minha tarefa a bom porto, na transformação de um “monte (monte da cerca)” que não tem parado, em preparação para uma plantação à volta de 200 Árvores, predominando as Oliveiras.

Eduardo Moreira

Wednesday, October 17, 2007


As mãos

Com mãos se faz a paz se faz a guerra.

Com mãos tudo se faz e se desfaz.

Com mãos se faz o poema – e são de terra.

Com mãos se faz a guerra – e são a paz.

Com mãos se rasga o mar.

Com mãos se lavra.

Não são de pedras estas casas mas de mãos.

E estão no fruto e na palavra as mãos que são o canto e são as armas.


E cravam-se no Tempo como farpasas mãos que vês nas coisas transformadas.Folhas que vão no vento: verdes harpas.


De mãos é cada flor cada cidade.Ninguém pode vencer estas espadas:nas tuas mãos começa a liberdade.

Manuel Alegre, O Canto e as Armas, 1967

Friday, October 12, 2007


(Ao ritmo da peregrinação, directo de Fátima)


Peregrinação a Fátima - 90 anos das Aparições -

É uma multidão arrepiante, é gente que vem a pé, algumas desde segunda-feira de madrugada, isto é a fé, logo é querer, e assim vai ter o que deseja, a primeira força é querer ir lá, a Fátima, e ver aquela imensidão de lenços brancos naquela praça completamente cheia, buscando um reforço para as mágoas do dia-a-dia, e esperando com crença, o regresso a casa e ao dia a dia de alegrias e tristezas, porem, as baterias de fé estão carregadas e a força do amor faz uns quantos milagres.


Para dar graças ao povo e á Virgem, temos as belas canções de Marco Paulo e outros ligados aos

milagres da Irmã Lúcia, assim seja. OTenor Geovanni Diamond, e António Pinto Basto cantam com emoção e arte. Serenela de Andrade dá um ar da sua graça.


Compreender a religião é coisa que muita gente não alcança, daí o desdém com que se fala neste assunto, é obvio que ninguém pode fazer estalar os dedos e vai daí um milagre, o milagre vem do nosso querer, vem da humanização do ser humano, é obvio que, recuando bem lá para traz no tempo, o Homem era selvagem, era o salve-se quem puder e pronto, no decorrer do tempo, foi-se chegando mais perto. Alguém disse nós, humanos e não temos de nos matar e comer uns aos outros.

(Vem aí A minha Mãe era a Mãe mais bonita. Isabel Silvestre, cantou. Deolinda de Jesus, Silvestre. )


Continuando sobre a selvajaria, direi que, ainda estamos muito brutos, brutamontes mesmo e foi por isso que se criou a religião e as Igrejas, como aquela Basílica enorme que fizeram em Fátima, acho que eles se esticaram, não fica bem tanta exuberância para os homens de Deus. Mas pronto, agora que trabalhem, pois têm muito que fazer, às vezes pensa que estamos a regredir no caminho para a Humanização do ser Humano.

Tudo leva o seu tempo e quanto a nós, estamos em via de nos esbarramos uns contra os outros, considerando as nuvens negras que por este Globo se deparam, a corrida ao armamento está na ordem do dia e só por “milagre” é que isso não acontece, e esse confronto está por um fio a não ser os mais poderosos comecem a compreender que é extremamente grave uma falta de diálogo e a não humilhação contínua de outros Países que só levam à catástrofe, não esquecendo que têm que os ajudar, colocando-os na mesma dimensão.


OTenor Geovanni Diamond, para terminar.

Eduardo Moreira

Thursday, October 11, 2007


Herman José


Gostei de o ver no programa Portugal no coração, não sei muito do que se está a passar consigo, e não tenho visto muito o seu novo programa, mas não é difícil de calcular, não só pela visita de sua Mãe a este programa como pelo facto de haver uma total ausência da sua aparição em público, o que me causou estranheza, pois, como deve calcular a sua existência fazia parte do nosso quotidiano.

Eu não sou dado a ídolos, sei apreciar a arte quando ela aparece e a sua arte está presente em quase todos os Portugueses. Fazia e faz, pois não creio que em breve não esteja outra vez a seu gosto, o génio soltou-se cá para fora e tivemos um Herman de volta, é assim que nós gostamos de si, porém, não gostei das suas lamentações e não são justas quando se refere à forma como o trataram, e, claro, lá veio mais uma vez a falta de democracia em Portugal, as pessoas sabem, você é português porque gostamos muito de si, mas talvez, porque o seu País tem uma democracia mais avançada, não teve a delicadeza de se naturalizar. Ninguém é infalível.


É fácil de saber o que se passou, basta ter seguido minimamente os seus últimos programas para compreender que o Rei ia Nu, tudo tem o seu tempo e há que estar preparado para isso, as coisas mudam e ninguém é insubstituível. Todos sabemos que ainda é o maior, um monstro na arte de comunicar, tiramos-lhe o chapéu por todos estes anos em que o Herman era e é uma pessoa que está no coração dos portugueses.


É natural que se chegue ao fim, assim como é natural que as pessoas se cansem, mesmo continuando a gostar dele, porque gostamos dele, mas a realidade está lá, quem sabe até já o viam por cavalheirismo, aquilo já era. Na minha sensibilidade era claríssimo que vinha aí muita dor, talvez quem alterou o rumo, (muda de rumo muda de rumo) também não viu a questão como um bom irmão, os artistas são muito sensíveis e devem ser tratados com muito carinho, criamos Deuses e esses também sofrem.

As pessoas às vezes querem ser tão adoradores que são capazes de adorar o diabo, esse nem sempre é má pessoa, as vezes até é compreensivo, leva as almas a adorar tudo o que é muito badalado e pronto, venha o Satanás e anda tudo atrás dele, embevecidos. Depois, como por milagre aparece, vindo do céu outros heróis, é um ciclo, é preciso, aparece.


Os Gatos Fedorentos estão aí com a sua graça, e porque não? Um Herman novo também é bem-vindo, aliás, foi dessa fonte em que eles beberam, embora, mesmo bebendo da mesma fonte, não quer dizer que não tenham o seu estilo, é um fenómeno novo mas menos Hard.

Eduardo Moreira