Saturday, September 29, 2007


Benfica-Sporting, A Águia e o Leão

Falta menos de uma hora para começar mais um derby, está tudo preparado para a redondinha começar a pôr os corações a bater mais depressa, logo logo, num lance mais emocionante as batidas disparam e a emoção está a pique. Para refrescar as mentes, a chuva veio trazer uma frescura serena que mais não é do que uma amigável disputa, onde a meteorologia meteu a mão e aí está um belo Sábado desportivo ao cair da noite nesta Lisboa que todos nós amamos.

O resultado será só no fim do jogo, cuja brincadeira já vem de uns anos atrás, também acolhida na maior das galhofas, que também fazem parte do espectáculo. Ora aqui, tudo parece o que é, é um jogo na Capital com os dois intervenientes vizinhos, ali estão para dar tudo na conquista desejada que é arrecadar os pontos tão a jeito. A esta hora que estou a escrever já pressinto o irrequieto Sr. Camacho deitando a as mãos à cabeça em cada vez que as coisas estão tremidas para o seu lado, o Benfica, a Águia da fez o seu show e todos aplaudem com fervor.

Pelo lado Sportinguista, que é por sinal o meu mais que tudo, começo por apreciar o nervoso miudinho, que não é maior do que o de Camacho. Camacho tem andado muito irrequieto com os seus jogadores, as coisas não andam, parece que há qualquer coisa emperrada, falta de óleo como se costuma dizer, pelas palavras Camacho incita a esquadra Benfiquista que ele já conhece de tempos passados, não os poupa, zangado mesmo, leva os seus pupilos a êxtase de vitória, será que resulta? Creio que pode resultar, nestas coisas do futebol pode acontecer tudo, talvez seja esse o segredo do fenómeno do desporto, pois é aí que está a paixão de lutar e vencer, os homens e já também as mulheres, pelam-se por uma boa batalha, ainda bem que não é no estilo de Aljubarrota.

A hora vem chegando e eu também estou dentro do jogo, torço pelo Sporting e corro contra o tempo para ver os Leões, com a sua Juba, entrarem com o pé direito como se costuma dizer, presumo a Vitória Leonina, não sei porquê mas, crente naquela equipa que não nada em dinheiro como certos fanfarrões que andam por aí, quais milionários falidos, nós estamos a pôr as contas em dia neste grande clube produtor da mais fina pelei-a de jovens jogadores, que há décadas lança para o mundo e não só no futebol como em muitas outras modalidades.
Vamos a eles rapaziada.

Eduardo Moreira

Friday, September 28, 2007


Vale Sempre a Pena uma Manifestação de Rua

O conflito na ex. Birmânia lá vai, já morreram á volta de mais de uma dúzia, é assim para se dar uns passos em frente tem de haver chacina, tem que se mexer com coisa, e se assim não é fica tudo, tudo mesmo, mesmo, mesmo na mesma , há que morrer gente, até um fotojornalista foi assassinado pelas tropas do Estado, o fotojornalista ainda mostrou a câmara de filmar mas de nada lhe valeu, por ali ficou prostrado na estrada, outros que por ali corriam, uns a fugir e outros a perseguir, como se fosse o gato e o rato.


Depois dos mortos de ontem lá vieram alguns Países, A Europa o Japão a China EUA, talvez também a Rússia com o Presidente Putin a balançar-se no seu andar ondulante e determinado, não sei bem qual é a reacção destes Países tão fortes mas, tardaram e chegaram, com toda a sua pujança e vontade, talvez, para arejar aquelas cabecinhas pensadoras de que têm de se chegar à frente para minorar estes atentados à dignidade Humana.


Seguindo este raciocínio meio disparatado, pode dizer-se que há males que também trazem o bem ou seja se não houver manifestações, os “chefões” deixam estar tudo como estava, fica tudo na “mesminha” que é assim que eles gostam, quanto pior melhor, que é para poderem dar umas porradas naqueles manifestantes malvados e até aqueles mal vestidos que são os monges, lá trazem umas chinelitas calçadas e ás vezes nem isso, porque os Monges não precisam de muito, estão leves como plumas já a pensar em chegar ao céu na sua leveza natural com Deus e os Anjos, e quem somos nós, também simples mortais como todos? É bom é quando realmente estamos leves sem os pesos de consciência insuportáveis que nos transportam para os infernos que, diga-se de passagem, aquilo não deve ser nada agradável a não ser que volta e meia não apareçam gajas nuas.


Portanto acho que é melhor a gente levar as coisas com calma, mesmo quando o treinador do Benfica Camacho, dá uma seca aos jogadores de uma hora, numa locução erudita e mesclada entre o Português e o Castelhano. Cá para mim as coisas não devem estar a correr da melhor maneira, as tácticas devem estar baralhadas.

Os Monges sofrem menos do que os adeptos do Benfica a não ser que ele atine com a alma dos jogadores e deixe os discursos assanhados para os Srs. Marques Mendes e Luis Filipe Meneses.

Eduardo Moreira

Thursday, September 27, 2007

Russia e China, mas que grande dupla


Russia e China, mas que grande dupla


Não há dúvida, a força bruta está de acordo, e que dupla, Putin e China. Dois sonhadores de grandes poderes, que até já têm. Putin está cheio de dinheiro e não sabe o que deve fazer com ele. Está a desenvolver armas e mais armas enlevado por ele próprio, sonhador diabólico ou romântico, deve ser as duas coisas, tem na cabeça a União Soviética e anda doidinho com tanto poder e riqueza, não sei como vai a vida de milhões de Russos, mas bem não deve ir seguramente, mas, Putin vai em frente endoidado com tantos aviões supersónicos e não sei que mais, mas turva-lhe a vista quando lhe falam em pobreza, naquele magnífico País e que a mãe natureza colocou nos nossos olhos as mulheres russas lindíssimas como as nossas (agora) a pôr os portugueses rendidos completamente e embasbacados.


Na china, marcha-se em grande forma e em ritmo acelerado, a economia vai por ali acima sem medos, estão danados com Taiwan, mas isso são contas para ajustar mais tarde ou mais cedo, quanto a Myanmar é claro lavam daí as suas mãos, vamos lá pôr essa gente mal vestida (Os Monges) na ordem que é como se faz aqui com uns outros Monges, já levaram nas orelhas e ainda levam mais se abrem a boca sobre essa tal Independência lá nos píncaros do Tibete.


A matança em Rangum já começou, não se sabe bem, mas os Monges em Myanmar não devem estar a reclamar grande coisa, eles o que querem é num mínimo levarem a sua vida quase nua e crua. Ainda há uns dias esteve cá esse pachola do Dalai-Lama que com umas chinelitas corre por aí o mundo todo, querendo que os deixam estar nos seus belos e eternos Mosteiros a rezarem e muito, salvando assim com o exemplo, levar a paz a abnegação a leveza de se estar com Deus.


Num caso destes em que a matança até ontem havia cinco mortos, mas, nem quero pensar em quanto vai isso, com as forças militares na rua, mais-valia que pusessem essas forças desnecessárias, a produzir e mandar esses mandões para locais em que se deve trabalhar e dar condições de desenvolvimento em Paz e democracia, as pessoas querem ter a sua casa como seja o seu pequeno palácio, que é isso mesmo, ter civilização e todo o ditador devia ter vergonha de ser o chefão e os seus concidadãos não terem o essencial para a sua família. As mulheres em casa vão fazendo milagres mas não é sempre. Haja vergonha ditadores.

Eduardo Moreira

Wednesday, September 26, 2007


Eles e as suas guerras


Com tanta coisa, deveras bela, por esse mundo fora, as guerras andam por aí, os Monges de Myanmar enfrentam um exército assanhado e muito violento, oferecendo o peito às balas, pelas ruas da cidade apenas com uma singela roupa, que apenas lhes tapa parte do corpo, que religiosamente vestem, bem diferentes dos paramentos usados nas nossas missas católicas, mas estes, muito mais elaborados, para manifestar a sua indignação num País de Ditatorial, um regime de há cerca de 40 anos.


Eles aí estão, crentes na sua religião, despojados de tudo menos da convicção que os move e lhes dá força, paz e amor. Um contraste enorme com o que actualmente vai por esse mundo. Quando será que a violência dos que têm o poder acaba? Tem de acabar algum dia, porque o caminho certo não é este, não é preciso ser-se muito inteligente para descortinar o caminho certo, é só abominarem o terror das guerras e deixar ir o sentir da Paz.


Há muita gente que não descortina outro meio de viver e de resolver as coisas sem ser através das guerras, não sabem que há outros caminhos e há aqueles que têm a obrigação de saber, são os que estão, ou que deveriam estar ao lado dos que são mais desprotegidos, dos que vivem em plena humilhação dia a dia, confrontados com um poderio arrogante e suicida, pois a pose dos super poderosos é um percurso suicida.


Ainda se está a tempo de reflectir, por exemplo, ainda ontem alguém, neste caso Ahmadinejad, veio aos EUA para conversar e conversou ao seu modo ao seu jeito ao seu estilo de estar na vida. Palavras vencem todas as armas. O Sr. Bush parece andar a leste do paraíso, mas ainda está a tempo de por os EUA na posição de líder dum mundo novo, aproveitando a sua própria juventude como grande Estado e dar o exemplo de aperto de mão a todos, mostrar que realmente os EUA vão parar para pensar. Já basta de tantas mortes e de contar quantos filhos morrem numa casa de família nos EUA. Haja tento.

Eduardo Moreira


Tuesday, September 25, 2007

O episódio de Filipe Scolari veio trazer a vitória no euro 2008


O episódio de Filipe Scolari veio trazer a vitória no euro 2008

O homem perdeu a magia, caiu em torpor, perdeu a graça, deixou fugir a estrelinha, percebeu-se perfeitamente que andava nervoso, a áurea de outrora evaporou-se, mas ainda pode voltar, basta que perceba que, tem andado no rumo certo, ou seja, tem dentro de si a melhor táctica de todas que é saber falar com os seus “meninos”.

Não sei se ele sabe que a sua força é precisamente essa, saber empolgar os jogadores, leva-los à concentração máxima, e a uma inabalável auto confiança, deixa-los jogar de forma livre sem as peias das regras rígidas.

Ou seja, a técnica do saber lidar com os seus jogadores, incentivar com o jeito das palavras ou expressões, é leva-los à concentração máxima e á auto-confiança. Este é o segredo de Luís Filipe Scolari. Pena é que se tenha deslumbrado demais e chegou à vaidade de querer meter ”foice em seara alheia”.

Com todo o desplante opinou, como sendo a coisa mais normal do mundo, que o jogador tal ou tal deveria jogar na Selecção Nacional. Não sou contra que haja um ou dois jogadores brasileiros a defender as nossas Quinas, mas, é mesmo ao estilo de Scolari, vir a terreiro, com exemplos de outros países, o homem não tem bem o sentido das coisas, falhou, meteu os pés pelas mãos.

Há o caso do Deco, onde aí encontramos um caso diferente, primeiro porque esteve bastantes anos a jogar em Portugal, era um “ilustre” desconhecido e subiu a pulso para um dos maiores em Portugal, reconhecendo publicamente que foi aqui que subiu ao estrelato. Foi assim que a sua integração na Selecção portuguesa o recebeu de braços abertos.

Eu sou pela entrada do imenso número de estrangeiros que vieram para Portugal, especialmente os brasileiros, e não é pelos seus lindos olhos, é porque o País precisava deles, e porquê? Porque este País precisa de algo que o faça acordar (o que está a acontecer).

Este País ficou atrasado, pelo egoísmo daqueles que estavam a mandar, esses Hipócrates, mantiverem, enquanto puderam, amordaçar o povo para assim manterem mais mordomias. Pelas mãos de quem podia e devia não se viu mais do que o “Status Quo”.

Aqueles que beneficiaram desta injustiça, e descendentes, devem corrigir isso, nunca é tarde para limpar a face.

Eduardo Moreira