Thursday, November 30, 2006

Mário Cesariny



Cesariny
poema

Em todas as ruas te encontro
em todas as ruas te perco
conheço tão bem o teu corpo
sonhei tanto a tua figura
que é de olhos fechados que eu ando
a limitar a tua altura
e bebo a água e sorvo o ar
que te atravessou a cintura
tanto tão perto tão real
que o meu corpo se transfigura
e toca o seu próprio elemento
num corpo que já não é seu
num rio que desapareceu
onde um braço teu me procura

Em todas as ruas te encontro
em todas as ruas te perco

Biografia
Mário Cesariny
Nascimento:
1923 Lisboa
Época:
Surrealismo
País:
Portugal

Pintor e poeta português, natural de Lisboa. A sua formação artística inclui o curso da Escola de Artes Decorativas António Arroio e estudos na área de música, com Fernando Lopes Graça. Mais tarde, viria a frequentar a Academia de La Grande Chaumière, em Paris, cidade onde conheceu André Breton, em 1947. Rapidamente atraído pelas propostas do movimento surrealista francês, tornou-se um dos mais importantes defensores do movimento em Portugal. Ainda nesse ano, integrou o Grupo Surrealista de Lisboa. Cesariny, figura sempre inquieta e questionadora, afastava-se assim, de maneira definitiva, do movimento neo-realista. Passou a adoptar uma atitude estética de constante experimentação, logo visível nas suas primeiras colagens e pinturas informalistas realizadas com tintas de água, e distribuídas no suporte de forma aleatória. Seria este princípio anárquico que conduziria a obra de Cesariny ao longo da sua vida (incluindo a sua produção poética, que o autor considerava construir a partir deste desregramento inicial das suas experiências na pintura). A continuidade da sua prática plástica levá-lo-ia, portanto, a seguir uma corrente gestualista, por vezes pontuada de um corrosivo humor. Dinamizador da prática surrealista em Lisboa, Cesariny iria criar «antigrupos», com a mesma orientação mas questionando e procurando um grau extremo de espontaneidade, tentativa também visível na sua obra poética. Participou, em 1949 e 1950, nas I e II Exposições dos Surrealistas, pólos de atenção de novos pintores, mas ignoradas pela imprensa. Crescentemente dedicado à escrita, Cesariny viria a publicar as obras poéticas Corpo Visível (1950), Discurso Sobre a Reabilitação do Real Quotidiano (1952), Louvor e Simplificação de Álvaro de Campos (1953), Manual de Prestidigitação (1956), Pena Capital (1957), Nobilíssima Visão (1959), Poesia, 1944-1955 (1961), Planisfério e Outros Poemas (1961), Um Auto para Jerusalém (1964), As Mãos na Água a Cabeça no Mar (1972), Burlescas, Teóricas e Sentimentais (1972), Titânia e a Cidade Queimada (1977), O Virgem Negra. Fernando Pessoa Explicado às Criancinhas Naturais & Estrangeiras (1989), e a obra de ficção Titânia (1994). A edição da sua obra não segue linearmente a cronologia da sua produção. Corpo Visível é o volume em que as características surrealistas são já dominantes — em textos anteriores, a denúncia social aproximava-se, por vezes, do neo-realismo, embora já em Nobilíssima Visão esta escola fosse objecto de um olhar crítico. O humor, o recurso ao non-sense e ao absurdo, são marcas da escrita de Cesariny, de uma ironia por vezes violenta, que incide sobre figuras e mitos consagrados da cultura portuguesa e ocidental. Da sua obra escrita sobre a temática do surrealismo, que analisou e teorizou em vários textos, fazem parte A Intervenção Surrealista (1958), a organização e autoria parcial da Antologia Surrealista do Cadáver Esquisito (1961), a antologia Surreal-Abjection(ismo) (1963), Do Surrealismo e da Pintura (1967), Primavera Autónoma das Estradas (1980) e Vieira da Silva – Arpad Szènes, ou O Castelo Surrealista (1984).Pintor e poeta português, natural de Lisboa. A sua formação artística inclui o curso da Escola de Artes Decorativas António Arroio e estudos na área de música, com Fernando Lopes Graça. Mais tarde, viria a frequentar a Academia de La Grande Chaumière, em Paris, cidade onde conheceu André Breton, em 1947. Rapidamente atraído pelas propostas do movimento surrealista francês, tornou-se um dos mais importantes defensores do movimento em Portugal. Ainda nesse ano, integrou o Grupo Surrealista de Lisboa. Cesariny, figura sempre inquieta e questionadora, afastava-se assim, de maneira definitiva, do movimento neo-realista. Passou a adoptar uma atitude estética de constante experimentação, logo visível nas suas primeiras colagens e pinturas informalistas realizadas com tintas de água, e distribuídas no suporte de forma aleatória. Seria este princípio anárquico que conduziria a obra de Cesariny ao longo da sua vida (incluindo a sua produção poética, que o autor considerava construir a partir deste desregramento inicial das suas experiências na pintura). A continuidade da sua prática plástica levá-lo-ia, portanto, a seguir uma corrente gestualista, por vezes pontuada de um corrosivo humor. Dinamizador da prática surrealista em Lisboa, Cesariny iria criar «antigrupos», com a mesma orientação mas questionando e procurando um grau extremo de espontaneidade, tentativa também visível na sua obra poética. Participou, em 1949 e 1950, nas I e II Exposições dos Surrealistas, pólos de atenção de novos pintores, mas ignoradas pela imprensa. Crescentemente dedicado à escrita, Cesariny viria a publicar as obras poéticas Corpo Visível (1950), Discurso Sobre a Reabilitação do Real Quotidiano (1952), Louvor e Simplificação de Álvaro de Campos (1953), Manual de Prestidigitação (1956), Pena Capital (1957), Nobilíssima Visão (1959), Poesia, 1944-1955 (1961), Planisfério e Outros Poemas (1961), Um Auto para Jerusalém (1964), As Mãos na Água a Cabeça no Mar (1972), Burlescas, Teóricas e Sentimentais (1972), Titânia e a Cidade Queimada (1977), O Virgem Negra. Fernando Pessoa Explicado às Criancinhas Naturais & Estrangeiras (1989), e a obra de ficção Titânia (1994). A edição da sua obra não segue linearmente a cronologia da sua produção. Corpo Visível é o volume em que as características surrealistas são já dominantes — em textos anteriores, a denúncia social aproximava-se, por vezes, do neo-realismo, embora já em Nobilíssima Visão esta escola fosse objecto de um olhar crítico. O humor, o recurso ao non-sense e ao absurdo, são marcas da escrita de Cesariny, de uma ironia por vezes violenta, que incide sobre figuras e mitos consagrados da cultura portuguesa e ocidental. Da sua obra escrita sobre a temática do surrealismo, que analisou e teorizou em vários textos, fazem parte A Intervenção Surrealista (1958), a organização e autoria parcial da Antologia Surrealista do Cadáver Esquisito (1961), a antologia Surreal-Abjection(ismo) (1963), Do Surrealismo e da Pintura (1967), Primavera Autónoma das Estradas (1980) e Vieira da Silva – Arpad Szènes, ou O Castelo Surrealista (1984).

Wednesday, November 29, 2006


Uma casa velha com janelas novas - de: Eduardo Moreira
Ao olhar prá rua por uma janela nova,
Vê-se algo novo, uma outra ternura.
Uma mudança! Somos postos à prova?
Algo se perde, Algo perdura.

As janelas abertas, olhando o além,
Não deixam ver muito, tão baixas que são,
Recebem-nos a todos e a mim também,
São janelas nobres e de bom coração.

Embalados por elas, muito se renovou,
Talvez venha o dia da despedida,
Não foi para tal que se trabalhou.
Há sempre uma paixão envolvida.

Eduardo Moreira

Monday, November 27, 2006


LXXXI - Luis de Camões


Amor é um fogo que arde sem se ver;

É ferida que dói, e não se sente;

É um contentamento descontente;

É dor que desatina sem doer.


É um não querer mais que bem querer;

É um andar solitário entre a gente;

É nunca contentar-se e contente;

É um cuidar que ganha em se perder;


É querer estar preso por vontade;

É servir a quem vence, o vencedor;

É ter com quem nos mata, lealdade.


Mas como causar pode seu favor

Nos corações humanos amizade,

Se tão contrário a si é o mesmo Amor?

Sunday, November 26, 2006


Vozes do Mar
Quando o sol vai caindo sobre as águas
Num nervoso delíquio d'oiro intenso,
Donde vem essa voz cheia de mágoas
Com que falas à terra, ó mar imenso?...

Tu falas de festins, e cavalgadas
De cavaleiros errantes ao luar?
Falas de caravelas encantadas
Que dormem em teu seio a soluçar?

Tens cantos d'epopeias?Tens anseios
D'amarguras? Tu tens também receios,
Ó mar cheio de esperança e majestade?!
-
Donde vem essa voz, ó mar amigo?......
Talvez a voz do Portugal antigo,
Chamando por Camões numa saudade!

Florbela Espanca

Friday, November 24, 2006

Celine Dion
My heart Will Go On - Celine Dion
Every night in my dreams,
I see you, I feel you.
That is how I know you go one.

Far across the distance,
And spaces between us.
You have come to show you go one.

Near, far, wherever you are,
I believe that the heart does go one.
Once more you open the door,
And you´re here in my heart,
And my heart will go one and one.

Love can touch us one time,
And last a lifetime,
And never let go till we´re one.

Love was when I loved you,
One true time I hold to.
In my life we´ll always go on.
There is some love that will not go way.

You´re here, there´s nothing I fear,
And I know that my heart will go one.
We´ll stay forever this way.
You are safe in my heart.
And my heart will go on and on.

Thursday, November 23, 2006

Corveta


O Passeio do Descontentamento – Eduardo Moreira – SAJ, Marinha

O militar cumpre, faz sentido,
Há uma palavra dada, ao militar ofendido.
Não joga com o seu carácter,
E um militar ofendido é coisa que não faz sentido.

Sempre pronto, peito bem esticado,
Quer no mar quer em terra, nada o pode deter.
As ordens são para cumprir,
Pronto pela Pátria, firme, para vencer e para morrer.

A nossa Pátria primeiro, está no nosso pensamento,
Há que levantar a moral. O orgulho nacional,
E todos juntos à uma. Vamos mostrar como é,
É tudo a produzir, sem qualquer constrangimento,

Temos um País para Amar, não para reivindicar,
Temos alunos para estudar e professores para ensinar,
Os sindicatos muito a quererem mostrar,
Mas temos um País para vencer e um País para amar.

Eduardo Moreira

Wednesday, November 22, 2006

Amassando o Barro

Boa Terra Barrenta - De: Eduardo Moreira

Uma manhã de nevoeiro,
Algo muito esperado e ansiado,
Uma longa espera, trabalhada,
Logo o desejado é conquistado.

O querer é a força. Arrancada.
Uma vingança de si próprio,
A não-aceitação da derrota,
O bom sabor da vitória alcançada.

Do nada nasce uma Obra,
O que está torto ganha outra alma,
As “casas” velhas rejuvenescem,
O suor rasga a terra que se acalma.

Algo lhe deu vida, quer viver,
Rompe por ali uma força desconhecida,
A terra barrenta abençoada, por chuva colaborante,
Revive com as plantas, as árvores, numa festa bem merecida.

Eduardo Moreira

Friday, November 17, 2006


Uma alma e uma estrela novasDe: Eduardo Moreira

Uma alma encontrada, um sonho aquecido;
Uma esperança de vida, uma dor acalmada;
Um desejo de paz, um amor dos amores;
A calamidade e a guerra, uma Paz almejada.

Muitos anos de garra, o vencer de uma luta;
Uma sensibilidade, deslumbrada de amor;
Um Deus aparentemente Menor, mas Maior;
Uma quebra nos sentidos, um irreparável sabor.

De tudo o que nos acontece;
Nem sempre é o que parece;
Há uma celestial harmonia;
Só vê aquela estrela, aquele que a merece.
Eduardo Moreira

Thursday, November 16, 2006


A Terra e a Gente - De: Eduardo Moreira


Ontem foi quinze e belo;
Hoje é outro dia, outra ternura;
Amanhã outro dia será;
Tanto engenho tanta bravura.

A mão que acaricia o chão;
Vem o verde, vem da terra;
Vem tudo, com paixão;
As árvores, as plantas, rompem.

A chuva também aí está;
Ela vem determinada, a terra a amante;
Lava a alma, entranha a terra;
É o casamento é o Instante.

Há terra leve e terra forte;
Há o barro, esse, duro de roer;
Há que manipulá-lo, rasgá-lo;
É um casamento a vencer;

Dá gosto ver o jardim;
Que com carinho plantei;
É todo um vasto canteiro;
Foi com muito gosto que por ele suei.

As duras pedras também;
Fazem parte do painel;
Do agressividade da pedreira;
Vem a determinação, bem à sua maneira;
Vão sendo todas alinhadas, e muito bem mandadas,
conquistam o seu lugar;
São fortes para o seu papel, e não meninas mimadas
.

Tuesday, November 14, 2006


Mas que Does, Bush e Ehud Olmert

O caldo vai ficar entornado, os EUA, com o Sr. Presidente Bush, à frente, promete levar tudo pela frente, à bruta, para resolver os seus problemas, juntou-se com outro, que tal, o primeiro-ministro israelita, Ehud Olmert, renhidos no objectivo de impedir o Irão prosseguir com o programa de enriquecimento de urânio, Israel diz que não pode tolerar um Irão Nuclear, Bush recusa-se a dialogar com o Irão, mesmo para ajudar a resolver o conflito no Iraque que eles produziram, agarrados a informações que não foram confirmadas.

Nota-se que Israel está mais do decidido em avançar para um via de confronto de forma a eliminar o potencial em preparação por parte do Irão. Não se sabe o que isto vai dar mas que se avizinham coisas graves, não restam dúvidas. Blair está muito mais moderado e avança com propostas ao Irão, mesmo assim com ameaças de isolamento.

Esperava-se que com a derrota dos Republicanos nas Eleições ao Congresso, e já com as posições dos Democratas pressionando Bush, aparecessem propostas mais realistas, mas, com as atoardas que se têm visto, não é isso que está a acontecer, não têm aprendido nada com o passado e continuam a ver a força bruta como a única solução para se apaziguar o ambiente de ferro e fogo como o que se está a passar em todo o mundo com especial incidência no Mundo Muçulmano.

Ganhar alguma humildade seria essencial, e seria o primeiro sinal para uma visão diferente, quiçá, totalmente decisiva, até como exemplo do principal elemento decisor e guia da frente que são os EUA. País que eu gosto muito, onde passei dos melhores anos da minha vida, num tempo muito melhor e dois anos antes do 11 de Setembro de 2001 com o Presidente Clinton. Os Estados Unidos da América têm a obrigação de dar o exemplo de elevação que, embora custe a acreditar, seria o toque de apaziguamento e repensar para todos.

Eduardo Moreira

Friday, November 10, 2006


Debate sobre o Orçamento

Acompanhei o debate pela TV, e como já esperava, não se encaminhou para o interesse do País e sim, para, neste caso o PSD, o seu mesquinho interesse, que é marcar alguns supostos pontos no intuito de vencer as próximas eleições. Ou seja, atiram para as urtigas qualquer interesse em se preocuparem com o estado de mudança em que o País está envolvido, que é alcançar o deficit de acordo com os ditames da EU.

O nosso País, anda a patinar, há anos e anos, a fingir que anda e não anda, e, agora que temos entre mãos, e na nossa cabeça, aquela fé “que é desta” nada, só egoísmo, quer dos deputados do PSD quer dos Sindicalistas, quer do próprio povo, que a toque dos Sindicatos (estes só querem mostrar serviço) fazem o que lhes dizem, para ver se colhem uns tostões, esquecem que, ganharão realmente mais se o País se modernizar e se todos se disciplinarem no sentido de deixar-mos de ser os chorões do “não me dão” e arrancar-mos para o meio da tabela, onde estamos integrados que é a U.E.

Noutros tempos, alguns senhores, completamente egoístas e adoradores de pobres, quantos mais melhor, para assim terem uma mão de obra a troco de quase nada, levavam as pessoas a acreditar que lhes davam, e portanto estavam manobrados a aceitar a dependência do que lhe dão, essa mentalidade ainda tem alguns resquícios e daí não verem a diferença entre um tostão agora mais, do que contribuir para um real desenvolvimento do País, em que levando esta tarefa a bom porto logo todos nos melhorávamos e com consistência para um não retrocesso.

Um partido da oposição com carácter, numa situação de quase rotura, quer entregarmo-nos aos vizinhos e amigos Espanhóis para pegarem na criança e salvá-la. Isto é uma vergonha, andaram por aí a falar num pacto, mas foi só um pactozinho, pois veio logo aquela velha maneira à portuguesa de cada um puxar para o seu lado. Entretanto estou o ouvir crianças a dizer que houve greve, e, “estamos por aqui ao alto”, o costume.

Não brinquem com coisas sérias. Com juízo dever-se-ia dizer, “alunos sem escola ou sem professor nunca”.
Patetas.

Eduardo Moreira

Wednesday, November 08, 2006


Condoleezza Rice

Condoleezza Rice Quer Sanções Imediatas Contra o Irão e Coreia do Norte



Esta Senhora não deve estar a actuar de acordo com a sua consciência, pois qualquer ser humano com algum tino, saberá que, toda essa autoridade, não passa de alguma arrogância, embora, aquilo que ela diz é o que está a ser aprovado pelo Conselho de Segurança das Nações Unidas. Este Conselho também não deve ver, ou não quer ver bem o filme, pois qualquer pessoa de bom senso fácilmente verá que as Sanções, ou o castigo ou a reprimenda, não leva a lado nenhum no sentido positivo.


É certo que o tal Conselho assim o vai determinar como agir contra este País tão indisciplinado que não vai aceitando o que lhe é determinado, óbviamente o que é que eles esperam? Que eles fiquem amedrontados com medo? Um País como o Irão ou a Coreia do Norte não aceitam que lhes falem lá de cima e pronto. Eles não aceitam humilhações e desrespeito, têm a sua personalidade, o seu orgulho. Sentem-se muito mal e por isso mesmo vivem obcecados com inimigos por todo o lado.


Logo, derretem o dinheiro com as armas, com exércitos enormes etc. Estão mal desenvolvidos, vivem fora da realidade, o povo vive muito mal.
O cerne da questão está nos na cabeça do Conselho de Segurança, nos EU, no União Europeia, no Mundo em Geral. Todos sabem que resolver os problemas na base das ameaças, das Sanções, do autoritarismo, aquele não pode ter isto ou aquilo, porque é perigoso, outros podem porque não são perigosos, portam-se muito bem etc.


Nos tempos que atravessamos, onde já alcançamos grande evolução nos direitos de todos, todos mesmo, mesmo, mesmo, somos capaz de perceber que não é pela força que se resolve seja o que for. Mudou, Mudou mesmo, mesmo, por isso a senhora Condoleezza Rice, que sendo uma Senhora deve ser mais sensível e não deve ir a correr mandar pegar em armas, e, democratizam-se os Países a bem ou mal.


Há um engenho barato e eficaz que é falar e ajudar, enobrecendo-se e enobrecendo.


Alguém disse há, uns meses a trás. Têm de fazer o que nós queremos a bem ou a mal.


Outro disse, nós vamos fazendo a aniquilação selectiva.


Assim não.


Eduardo Moreira

Saturday, November 04, 2006

Sado
Tejo

Não me vou atirar ao Tejo nem ao Sado

A chuva não me deixa trabalhar, cai incessantemente, não sei porquê, esteve tanto tempo sem chover que agora até parece mal, é uma carga de artilharia molhada, muito molhada leva-nos a terra toda de arrasto, parece que está zangada com alguém, comigo não é, penso eu, já vai para a terceira semana consecutiva, arre que é demais. Os Alentejanos, que estão habituados à terra, estão a ser apanhados de surpresa, talvez o ciclo habitual das chuvadas.

As terras, que já tinham a cor verde, planícies verdinhas, tenrinhas, até dão gosto. Mas as terras enladeiradas deixam arrastar a terra, e lá vai a semente que se lançou. Tem sido uma luta para conservar alguma coisa, contudo, a água tem sempre o nosso perdão e raramente a achamos demais, mas, que estas semanas têm sido demais têm.

Há algum desespero, por vários motivos, porém, a vida é assim, cheia de isto e aquilo, isto é a obra da criação, essa Senhora implacável, e infalível, sabe tudo e tudo controla à sua maneira, dá-nos liberdade para podermos ver a maravilha da natureza, cada um de nós tem o privilégio de saber de SI, já há animais selvagens que, de forma remota, reconhecem-se, é o Elefante, o Golfinho e o Chimpanzé.

A meter água, estamos nós muitas vezes, nesta passagem desta vida, é uma passagem que passa depressa demais para alguns, para outros há entulhos por tudo quanto é sítio e então aí a vida passa depressa porque acham que a dita está a acabar sem que dela bebêssemos o mínimo da maravilha que aqui deslumbra a nossa vista e sasseia a nossa alma. Temos ainda a maior dos nossos encantos nesta passagem, é aquela que nos eterniza na descendência.

Está aí, para além de toda a beleza que desfrutamos, o maior de todos os milagres que a natureza nos tem presenteado, que é ser progenitor e assim a tal passagem continuar, sem corte, voando no espaço e na terra, dando-nos ainda a maior de todas as forças que se sente no dia em que nos aparece o pequenino bebé nos braços de sua Mãe. Nesse momento começa uma outra vida, aquela em que o mais importante é aquele ou aqueles que foram chegando. Para os Pais, todos, não há um único dia em que o dever de cuidar dos seus descendentes, não seja, de tal maneira mais forte,
que qualquer obstáculo, seja de que grandeza for.

É por isso que não me vou atirar ao Tejo nem ao Sado.

Eduardo Moreira

Thursday, November 02, 2006


Madeira

O Dr. A. João Jardim tem feito um bom trabalho na Bela Ilha da Madeira, porém, tem uma parte perdoável e outra imperdoável, a primeira é aquela em que ele usa um certo estilo, que lhe é peculiar, em que desbocadamente usa todos os truques de pressão, e um vocabulário agressivo, truculento, trauliteiro (como diz o Carlos César dos Presidente dos Açores) e malcriado, tratando os governantes em Lisboa de uma forma em se parece com os meninos pequenos, que choram baba e ranho para pressionarem as mães, que, já não os podendo ouvir e vão-lhe fazendo a vontade.

Nesta parte tem perdão, assim como assim está a fazer o seu papel de obter o mais e o melhor para a Terra que dirige e para a qual quer o melhor desenvolvimento e riqueza.

Na outra parte não tem qualquer razão, pois, como sabe o País está a tentar por as “coisas nos eixos” o que tendo êxito será bom para todo o País, um País com a História que tem, e sendo um País fortemente marcante, tendo sido um dos que influenciaram os destinos do Mundo.

Alberto João usou sempre a arma de levar a água ao seu moinho, houve tempos que falava do País de forma de queixinhas e com desdém e não se referia ao País com educação mas sim de outras formas. Isso é o menos, agora mudou para apontar contra o Governo Central e tenta esquivar-se à lei o que não pode ser.

Os seus homens de mão vieram agitar o papão da FLAMA, muito bem, todos em Portugal gostamos imenso da Ilha da Madeira assim como dos Açores, contudo, por mim, estão à vontade, façam um referendo sério e se ganhar a Independência tudo bem estão no seu direito. Nós todos temos que cumprir as Leis e Sr. Alberto deixe-se de invenções.
No caso de tentar pressionar noutras áreas, vá em frente.

Eduardo Moreira

Wednesday, November 01, 2006


Benfica em grande. Os Celtas derrotados - 3-0

Um Benfica solto e com alguma sorte, também me pareceu que jogaram bem, ainda com muitos rodriguinhos até se resolverem ao remate rápido sem dar tempo ao adversário cortar o remate. Não se devem preocupar com o facto de terem um colega por perto, penso que é típico dos jogadores portugueses estarem preocupados que os chamem egoístas, muitas vezes estes ataques de traumas são bastantes prejudiciais. Nota-se uma técnica excelente e o resultado é fraco.

Eu preferiria um jogador “egoísta” e mais objectivo do que aquele que tem receio que o chamam isso mesmo e perca os segundinhos que são fatais num jogo de futebol a este alto nível que os nossos clubes jogam. Hoje contei uns quantos que perderam a oportunidade de marcar por causa destes preconceitos.

Tem graça que nunca vi um treinador com esta preocupação de os tornar mais objectivos e alivia-los destas preocupações. É vulgar ouvir dizer mesmo aos treinadores “estava ali outro sozinho”. Deve-se deixar os jogadores sem estes problemas de consciência, Importante é dar aos jogadores toda a liberdade de serem eles mesmos e não oprimi-los
Com estes traumas.

Ouvi uma vez um jogador que quando está pressionado, com tácticas duras, que a bola lhe chega só lhe dá fugir da Bola.

Eduardo Moreira
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Benfica em grande. Os Celtas derrotados

Um Benfica solto e com alguma sorte, também me pareceu que jogaram bem, ainda com muitos rodriguinhos até se resolverem ao remate rápido sem dar tempo ao adversário cortar o remate. Não se devem preocupar com o facto de terem um colega por perto, penso que é típico dos jogadores portugueses estarem preocupados que os chamem egoístas, muitas vezes estes ataques de traumas são bastantes prejudiciais. Nota-se uma técnica excelente e o resultado é fraco.

Eu preferiria um jogador “egoísta” e mais objectivo do que aquele que tem receio que o chamam isso mesmo e perca os segundinhos que são fatais num jogo de futebol a este alto nível que os nossos clubes jogam. Hoje contei uns quantos que perderam a oportunidade de marcar por causa destes preconceitos.

Tem graça que nunca vi um treinador com esta preocupação de os tornar mais objectivos e alivia-los destas preocupações. É vulgar ouvir dizer mesmo aos treinadores “estava ali outro sozinho”. Deve-se deixar os jogadores sem estes problemas de consciência, Importante é dar aos jogadores toda a liberdade de serem eles mesmos e não oprimi-los
Com estes traumas.

Ouvi uma vez um jogador que quando está pressionado, com tácticas duras, que a bola lhe chega só lhe dá fugir da Bola.

Eduardo Moreira
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