Tuesday, December 19, 2006

A azáfama do Natal


A azáfama do Natal

Tudo tem de estar pronto naquele dia 24 à noite, é a noite mágica para as crianças e para os adultos, todo o ambiente é de confraternização, é a família mais próxima que aqui está, lembrando também a que está fisicamente menos próxima.

A mesa estará linda como é habitual, o “menu” fará crescer alguma água nas bocas e trará o calor do ambiente, ajudado pela salamandra crepitante. Lá fora e cá dentro brilham as iluminações natalícias e brilha a decoração, pressurosamente cuidada neste dia tão especial.

Todos parecem crianças esperando pelo que lhes calha, da prenda, houve algum “caroço” que se gastou, é a troca das prendas, para os mais novos e os mais velhos, aí está o simbolismo do dar e do receber trazido ao abrigo dum tal menino chamado Jesus.

A festa do menino continua, é assim, dá-nos o melhor presente, que é esta festa tão encantada, parece que este encantamento nos traz alento, bem preciso é, pois nem sempre as coisas são fáceis.

Mas, continuemos a navegar por esta tal azáfama do Natal que esperamos, todos nos dedicamos um pouco para que tudo esteja pronto naquele dia 24 que aí vem, o dia de todos nós, as famílias.

Até o autor destas “tretas” tem dado o seu melhor no local da nossa festa Natalícia para que, sem ser em “palhinhas deitados” no agressivo frio do campo, todos nos sintamos bem e confortáveis, no calor da companhia de todos.

Eduardo Moreira

Friday, December 15, 2006


A conversa e a palavra. de: Eduardo Moreira

É preciso conversar
Elas, as palavras, são como as cerejas,
Há uma palavra a dar,
Diz. Diz tudo o que desejas.

Uma boa conversa, sem calar.
Senta-te meu amigo,
Deixa sair o riso, encanta-te a comunicar.
Estamos aqui, estamos contigo.

Não olhes para o nada, fala.
Não esmoreças, abre a tua alma.
Não ligues à cisma que te abala.
As coisas são o que são, a calma.

É tão bom abrir a alma.
O fechar esquece o fluir.
Inventa a amizade da alma,
Fala com ela a sorrir.

Cada Dia é uma graça;
É um saborear, não o desleixes ao passar;
Agarra-o bem. Inexoravelmente, ele, passa.
Antes que ele vá, sente-o, para o saborear.

O que eu gosto de conversar.
As palavras vêm do nada, logo, logo, saem desenoveladas.
Não faz falta procurar, elas vêm ao chamar.
Cada vez mais seguras e firmes, contentes e enlevadas.

Eduardo Moreira

Thursday, December 14, 2006

Natal


Natal

A harmonia trazida por um menino em palhinhas deitado. É a mensagem que veio para ficar, ficou para sempre, alguém a agarrou bem e não mais desapareceu, as pessoas sabem onde está algo de positivo, de ternura, do bem saber, do bem compreender o seu significado. Foi um empurrão nas mentalidades, na humanização na decência no amor.

Este tal menino tão frágil como os outros, trouxe com ele alguma luz aos espíritos materialistas, egoístas e secos de compreensão da diferença do bem e do mal.

Aqueles que põem em primeiro as coisas fúteis e a ganância de nada quererem perder, mesmo que essa ganância material enegreça a alma o espírito e os prive do sabor da fraternidade e do verdadeiro amor, aquele que trás a Luz e a verdadeira Paz.

Por vezes tem que se procurar bem, dada a falência total de entendimento, continuando a haver em redor montes de amor e até aquela compreensão da realidade que é o facto de que cada um é como nasceu.

Os genes de raiz teimam em manter-se exactamente na mesma, ignorando que o ser humano evolui ferozmente na bela ânsia de crescer e humanizar-se. Aí sim, se encontra-se a verdadeira luz.

No Natal há que pensar, meditar e sentir a mensagem que todos os anos, os genes, preguiçosos, sejam espicaçados e levados a sentir a vontade de amar e saber o que é o amor, que nos chega através do menino Jesus, adorado por crença, havendo aí o querer mudar e assim as coisas acontecem.

Eduardo Moreira

Thursday, November 30, 2006

Mário Cesariny



Cesariny
poema

Em todas as ruas te encontro
em todas as ruas te perco
conheço tão bem o teu corpo
sonhei tanto a tua figura
que é de olhos fechados que eu ando
a limitar a tua altura
e bebo a água e sorvo o ar
que te atravessou a cintura
tanto tão perto tão real
que o meu corpo se transfigura
e toca o seu próprio elemento
num corpo que já não é seu
num rio que desapareceu
onde um braço teu me procura

Em todas as ruas te encontro
em todas as ruas te perco

Biografia
Mário Cesariny
Nascimento:
1923 Lisboa
Época:
Surrealismo
País:
Portugal

Pintor e poeta português, natural de Lisboa. A sua formação artística inclui o curso da Escola de Artes Decorativas António Arroio e estudos na área de música, com Fernando Lopes Graça. Mais tarde, viria a frequentar a Academia de La Grande Chaumière, em Paris, cidade onde conheceu André Breton, em 1947. Rapidamente atraído pelas propostas do movimento surrealista francês, tornou-se um dos mais importantes defensores do movimento em Portugal. Ainda nesse ano, integrou o Grupo Surrealista de Lisboa. Cesariny, figura sempre inquieta e questionadora, afastava-se assim, de maneira definitiva, do movimento neo-realista. Passou a adoptar uma atitude estética de constante experimentação, logo visível nas suas primeiras colagens e pinturas informalistas realizadas com tintas de água, e distribuídas no suporte de forma aleatória. Seria este princípio anárquico que conduziria a obra de Cesariny ao longo da sua vida (incluindo a sua produção poética, que o autor considerava construir a partir deste desregramento inicial das suas experiências na pintura). A continuidade da sua prática plástica levá-lo-ia, portanto, a seguir uma corrente gestualista, por vezes pontuada de um corrosivo humor. Dinamizador da prática surrealista em Lisboa, Cesariny iria criar «antigrupos», com a mesma orientação mas questionando e procurando um grau extremo de espontaneidade, tentativa também visível na sua obra poética. Participou, em 1949 e 1950, nas I e II Exposições dos Surrealistas, pólos de atenção de novos pintores, mas ignoradas pela imprensa. Crescentemente dedicado à escrita, Cesariny viria a publicar as obras poéticas Corpo Visível (1950), Discurso Sobre a Reabilitação do Real Quotidiano (1952), Louvor e Simplificação de Álvaro de Campos (1953), Manual de Prestidigitação (1956), Pena Capital (1957), Nobilíssima Visão (1959), Poesia, 1944-1955 (1961), Planisfério e Outros Poemas (1961), Um Auto para Jerusalém (1964), As Mãos na Água a Cabeça no Mar (1972), Burlescas, Teóricas e Sentimentais (1972), Titânia e a Cidade Queimada (1977), O Virgem Negra. Fernando Pessoa Explicado às Criancinhas Naturais & Estrangeiras (1989), e a obra de ficção Titânia (1994). A edição da sua obra não segue linearmente a cronologia da sua produção. Corpo Visível é o volume em que as características surrealistas são já dominantes — em textos anteriores, a denúncia social aproximava-se, por vezes, do neo-realismo, embora já em Nobilíssima Visão esta escola fosse objecto de um olhar crítico. O humor, o recurso ao non-sense e ao absurdo, são marcas da escrita de Cesariny, de uma ironia por vezes violenta, que incide sobre figuras e mitos consagrados da cultura portuguesa e ocidental. Da sua obra escrita sobre a temática do surrealismo, que analisou e teorizou em vários textos, fazem parte A Intervenção Surrealista (1958), a organização e autoria parcial da Antologia Surrealista do Cadáver Esquisito (1961), a antologia Surreal-Abjection(ismo) (1963), Do Surrealismo e da Pintura (1967), Primavera Autónoma das Estradas (1980) e Vieira da Silva – Arpad Szènes, ou O Castelo Surrealista (1984).Pintor e poeta português, natural de Lisboa. A sua formação artística inclui o curso da Escola de Artes Decorativas António Arroio e estudos na área de música, com Fernando Lopes Graça. Mais tarde, viria a frequentar a Academia de La Grande Chaumière, em Paris, cidade onde conheceu André Breton, em 1947. Rapidamente atraído pelas propostas do movimento surrealista francês, tornou-se um dos mais importantes defensores do movimento em Portugal. Ainda nesse ano, integrou o Grupo Surrealista de Lisboa. Cesariny, figura sempre inquieta e questionadora, afastava-se assim, de maneira definitiva, do movimento neo-realista. Passou a adoptar uma atitude estética de constante experimentação, logo visível nas suas primeiras colagens e pinturas informalistas realizadas com tintas de água, e distribuídas no suporte de forma aleatória. Seria este princípio anárquico que conduziria a obra de Cesariny ao longo da sua vida (incluindo a sua produção poética, que o autor considerava construir a partir deste desregramento inicial das suas experiências na pintura). A continuidade da sua prática plástica levá-lo-ia, portanto, a seguir uma corrente gestualista, por vezes pontuada de um corrosivo humor. Dinamizador da prática surrealista em Lisboa, Cesariny iria criar «antigrupos», com a mesma orientação mas questionando e procurando um grau extremo de espontaneidade, tentativa também visível na sua obra poética. Participou, em 1949 e 1950, nas I e II Exposições dos Surrealistas, pólos de atenção de novos pintores, mas ignoradas pela imprensa. Crescentemente dedicado à escrita, Cesariny viria a publicar as obras poéticas Corpo Visível (1950), Discurso Sobre a Reabilitação do Real Quotidiano (1952), Louvor e Simplificação de Álvaro de Campos (1953), Manual de Prestidigitação (1956), Pena Capital (1957), Nobilíssima Visão (1959), Poesia, 1944-1955 (1961), Planisfério e Outros Poemas (1961), Um Auto para Jerusalém (1964), As Mãos na Água a Cabeça no Mar (1972), Burlescas, Teóricas e Sentimentais (1972), Titânia e a Cidade Queimada (1977), O Virgem Negra. Fernando Pessoa Explicado às Criancinhas Naturais & Estrangeiras (1989), e a obra de ficção Titânia (1994). A edição da sua obra não segue linearmente a cronologia da sua produção. Corpo Visível é o volume em que as características surrealistas são já dominantes — em textos anteriores, a denúncia social aproximava-se, por vezes, do neo-realismo, embora já em Nobilíssima Visão esta escola fosse objecto de um olhar crítico. O humor, o recurso ao non-sense e ao absurdo, são marcas da escrita de Cesariny, de uma ironia por vezes violenta, que incide sobre figuras e mitos consagrados da cultura portuguesa e ocidental. Da sua obra escrita sobre a temática do surrealismo, que analisou e teorizou em vários textos, fazem parte A Intervenção Surrealista (1958), a organização e autoria parcial da Antologia Surrealista do Cadáver Esquisito (1961), a antologia Surreal-Abjection(ismo) (1963), Do Surrealismo e da Pintura (1967), Primavera Autónoma das Estradas (1980) e Vieira da Silva – Arpad Szènes, ou O Castelo Surrealista (1984).

Wednesday, November 29, 2006


Uma casa velha com janelas novas - de: Eduardo Moreira
Ao olhar prá rua por uma janela nova,
Vê-se algo novo, uma outra ternura.
Uma mudança! Somos postos à prova?
Algo se perde, Algo perdura.

As janelas abertas, olhando o além,
Não deixam ver muito, tão baixas que são,
Recebem-nos a todos e a mim também,
São janelas nobres e de bom coração.

Embalados por elas, muito se renovou,
Talvez venha o dia da despedida,
Não foi para tal que se trabalhou.
Há sempre uma paixão envolvida.

Eduardo Moreira

Monday, November 27, 2006


LXXXI - Luis de Camões


Amor é um fogo que arde sem se ver;

É ferida que dói, e não se sente;

É um contentamento descontente;

É dor que desatina sem doer.


É um não querer mais que bem querer;

É um andar solitário entre a gente;

É nunca contentar-se e contente;

É um cuidar que ganha em se perder;


É querer estar preso por vontade;

É servir a quem vence, o vencedor;

É ter com quem nos mata, lealdade.


Mas como causar pode seu favor

Nos corações humanos amizade,

Se tão contrário a si é o mesmo Amor?

Sunday, November 26, 2006


Vozes do Mar
Quando o sol vai caindo sobre as águas
Num nervoso delíquio d'oiro intenso,
Donde vem essa voz cheia de mágoas
Com que falas à terra, ó mar imenso?...

Tu falas de festins, e cavalgadas
De cavaleiros errantes ao luar?
Falas de caravelas encantadas
Que dormem em teu seio a soluçar?

Tens cantos d'epopeias?Tens anseios
D'amarguras? Tu tens também receios,
Ó mar cheio de esperança e majestade?!
-
Donde vem essa voz, ó mar amigo?......
Talvez a voz do Portugal antigo,
Chamando por Camões numa saudade!

Florbela Espanca

Friday, November 24, 2006

Celine Dion
My heart Will Go On - Celine Dion
Every night in my dreams,
I see you, I feel you.
That is how I know you go one.

Far across the distance,
And spaces between us.
You have come to show you go one.

Near, far, wherever you are,
I believe that the heart does go one.
Once more you open the door,
And you´re here in my heart,
And my heart will go one and one.

Love can touch us one time,
And last a lifetime,
And never let go till we´re one.

Love was when I loved you,
One true time I hold to.
In my life we´ll always go on.
There is some love that will not go way.

You´re here, there´s nothing I fear,
And I know that my heart will go one.
We´ll stay forever this way.
You are safe in my heart.
And my heart will go on and on.

Thursday, November 23, 2006

Corveta


O Passeio do Descontentamento – Eduardo Moreira – SAJ, Marinha

O militar cumpre, faz sentido,
Há uma palavra dada, ao militar ofendido.
Não joga com o seu carácter,
E um militar ofendido é coisa que não faz sentido.

Sempre pronto, peito bem esticado,
Quer no mar quer em terra, nada o pode deter.
As ordens são para cumprir,
Pronto pela Pátria, firme, para vencer e para morrer.

A nossa Pátria primeiro, está no nosso pensamento,
Há que levantar a moral. O orgulho nacional,
E todos juntos à uma. Vamos mostrar como é,
É tudo a produzir, sem qualquer constrangimento,

Temos um País para Amar, não para reivindicar,
Temos alunos para estudar e professores para ensinar,
Os sindicatos muito a quererem mostrar,
Mas temos um País para vencer e um País para amar.

Eduardo Moreira

Wednesday, November 22, 2006

Amassando o Barro

Boa Terra Barrenta - De: Eduardo Moreira

Uma manhã de nevoeiro,
Algo muito esperado e ansiado,
Uma longa espera, trabalhada,
Logo o desejado é conquistado.

O querer é a força. Arrancada.
Uma vingança de si próprio,
A não-aceitação da derrota,
O bom sabor da vitória alcançada.

Do nada nasce uma Obra,
O que está torto ganha outra alma,
As “casas” velhas rejuvenescem,
O suor rasga a terra que se acalma.

Algo lhe deu vida, quer viver,
Rompe por ali uma força desconhecida,
A terra barrenta abençoada, por chuva colaborante,
Revive com as plantas, as árvores, numa festa bem merecida.

Eduardo Moreira

Friday, November 17, 2006


Uma alma e uma estrela novasDe: Eduardo Moreira

Uma alma encontrada, um sonho aquecido;
Uma esperança de vida, uma dor acalmada;
Um desejo de paz, um amor dos amores;
A calamidade e a guerra, uma Paz almejada.

Muitos anos de garra, o vencer de uma luta;
Uma sensibilidade, deslumbrada de amor;
Um Deus aparentemente Menor, mas Maior;
Uma quebra nos sentidos, um irreparável sabor.

De tudo o que nos acontece;
Nem sempre é o que parece;
Há uma celestial harmonia;
Só vê aquela estrela, aquele que a merece.
Eduardo Moreira

Thursday, November 16, 2006


A Terra e a Gente - De: Eduardo Moreira


Ontem foi quinze e belo;
Hoje é outro dia, outra ternura;
Amanhã outro dia será;
Tanto engenho tanta bravura.

A mão que acaricia o chão;
Vem o verde, vem da terra;
Vem tudo, com paixão;
As árvores, as plantas, rompem.

A chuva também aí está;
Ela vem determinada, a terra a amante;
Lava a alma, entranha a terra;
É o casamento é o Instante.

Há terra leve e terra forte;
Há o barro, esse, duro de roer;
Há que manipulá-lo, rasgá-lo;
É um casamento a vencer;

Dá gosto ver o jardim;
Que com carinho plantei;
É todo um vasto canteiro;
Foi com muito gosto que por ele suei.

As duras pedras também;
Fazem parte do painel;
Do agressividade da pedreira;
Vem a determinação, bem à sua maneira;
Vão sendo todas alinhadas, e muito bem mandadas,
conquistam o seu lugar;
São fortes para o seu papel, e não meninas mimadas
.

Tuesday, November 14, 2006


Mas que Does, Bush e Ehud Olmert

O caldo vai ficar entornado, os EUA, com o Sr. Presidente Bush, à frente, promete levar tudo pela frente, à bruta, para resolver os seus problemas, juntou-se com outro, que tal, o primeiro-ministro israelita, Ehud Olmert, renhidos no objectivo de impedir o Irão prosseguir com o programa de enriquecimento de urânio, Israel diz que não pode tolerar um Irão Nuclear, Bush recusa-se a dialogar com o Irão, mesmo para ajudar a resolver o conflito no Iraque que eles produziram, agarrados a informações que não foram confirmadas.

Nota-se que Israel está mais do decidido em avançar para um via de confronto de forma a eliminar o potencial em preparação por parte do Irão. Não se sabe o que isto vai dar mas que se avizinham coisas graves, não restam dúvidas. Blair está muito mais moderado e avança com propostas ao Irão, mesmo assim com ameaças de isolamento.

Esperava-se que com a derrota dos Republicanos nas Eleições ao Congresso, e já com as posições dos Democratas pressionando Bush, aparecessem propostas mais realistas, mas, com as atoardas que se têm visto, não é isso que está a acontecer, não têm aprendido nada com o passado e continuam a ver a força bruta como a única solução para se apaziguar o ambiente de ferro e fogo como o que se está a passar em todo o mundo com especial incidência no Mundo Muçulmano.

Ganhar alguma humildade seria essencial, e seria o primeiro sinal para uma visão diferente, quiçá, totalmente decisiva, até como exemplo do principal elemento decisor e guia da frente que são os EUA. País que eu gosto muito, onde passei dos melhores anos da minha vida, num tempo muito melhor e dois anos antes do 11 de Setembro de 2001 com o Presidente Clinton. Os Estados Unidos da América têm a obrigação de dar o exemplo de elevação que, embora custe a acreditar, seria o toque de apaziguamento e repensar para todos.

Eduardo Moreira

Friday, November 10, 2006


Debate sobre o Orçamento

Acompanhei o debate pela TV, e como já esperava, não se encaminhou para o interesse do País e sim, para, neste caso o PSD, o seu mesquinho interesse, que é marcar alguns supostos pontos no intuito de vencer as próximas eleições. Ou seja, atiram para as urtigas qualquer interesse em se preocuparem com o estado de mudança em que o País está envolvido, que é alcançar o deficit de acordo com os ditames da EU.

O nosso País, anda a patinar, há anos e anos, a fingir que anda e não anda, e, agora que temos entre mãos, e na nossa cabeça, aquela fé “que é desta” nada, só egoísmo, quer dos deputados do PSD quer dos Sindicalistas, quer do próprio povo, que a toque dos Sindicatos (estes só querem mostrar serviço) fazem o que lhes dizem, para ver se colhem uns tostões, esquecem que, ganharão realmente mais se o País se modernizar e se todos se disciplinarem no sentido de deixar-mos de ser os chorões do “não me dão” e arrancar-mos para o meio da tabela, onde estamos integrados que é a U.E.

Noutros tempos, alguns senhores, completamente egoístas e adoradores de pobres, quantos mais melhor, para assim terem uma mão de obra a troco de quase nada, levavam as pessoas a acreditar que lhes davam, e portanto estavam manobrados a aceitar a dependência do que lhe dão, essa mentalidade ainda tem alguns resquícios e daí não verem a diferença entre um tostão agora mais, do que contribuir para um real desenvolvimento do País, em que levando esta tarefa a bom porto logo todos nos melhorávamos e com consistência para um não retrocesso.

Um partido da oposição com carácter, numa situação de quase rotura, quer entregarmo-nos aos vizinhos e amigos Espanhóis para pegarem na criança e salvá-la. Isto é uma vergonha, andaram por aí a falar num pacto, mas foi só um pactozinho, pois veio logo aquela velha maneira à portuguesa de cada um puxar para o seu lado. Entretanto estou o ouvir crianças a dizer que houve greve, e, “estamos por aqui ao alto”, o costume.

Não brinquem com coisas sérias. Com juízo dever-se-ia dizer, “alunos sem escola ou sem professor nunca”.
Patetas.

Eduardo Moreira

Wednesday, November 08, 2006


Condoleezza Rice

Condoleezza Rice Quer Sanções Imediatas Contra o Irão e Coreia do Norte



Esta Senhora não deve estar a actuar de acordo com a sua consciência, pois qualquer ser humano com algum tino, saberá que, toda essa autoridade, não passa de alguma arrogância, embora, aquilo que ela diz é o que está a ser aprovado pelo Conselho de Segurança das Nações Unidas. Este Conselho também não deve ver, ou não quer ver bem o filme, pois qualquer pessoa de bom senso fácilmente verá que as Sanções, ou o castigo ou a reprimenda, não leva a lado nenhum no sentido positivo.


É certo que o tal Conselho assim o vai determinar como agir contra este País tão indisciplinado que não vai aceitando o que lhe é determinado, óbviamente o que é que eles esperam? Que eles fiquem amedrontados com medo? Um País como o Irão ou a Coreia do Norte não aceitam que lhes falem lá de cima e pronto. Eles não aceitam humilhações e desrespeito, têm a sua personalidade, o seu orgulho. Sentem-se muito mal e por isso mesmo vivem obcecados com inimigos por todo o lado.


Logo, derretem o dinheiro com as armas, com exércitos enormes etc. Estão mal desenvolvidos, vivem fora da realidade, o povo vive muito mal.
O cerne da questão está nos na cabeça do Conselho de Segurança, nos EU, no União Europeia, no Mundo em Geral. Todos sabem que resolver os problemas na base das ameaças, das Sanções, do autoritarismo, aquele não pode ter isto ou aquilo, porque é perigoso, outros podem porque não são perigosos, portam-se muito bem etc.


Nos tempos que atravessamos, onde já alcançamos grande evolução nos direitos de todos, todos mesmo, mesmo, mesmo, somos capaz de perceber que não é pela força que se resolve seja o que for. Mudou, Mudou mesmo, mesmo, por isso a senhora Condoleezza Rice, que sendo uma Senhora deve ser mais sensível e não deve ir a correr mandar pegar em armas, e, democratizam-se os Países a bem ou mal.


Há um engenho barato e eficaz que é falar e ajudar, enobrecendo-se e enobrecendo.


Alguém disse há, uns meses a trás. Têm de fazer o que nós queremos a bem ou a mal.


Outro disse, nós vamos fazendo a aniquilação selectiva.


Assim não.


Eduardo Moreira

Saturday, November 04, 2006

Sado
Tejo

Não me vou atirar ao Tejo nem ao Sado

A chuva não me deixa trabalhar, cai incessantemente, não sei porquê, esteve tanto tempo sem chover que agora até parece mal, é uma carga de artilharia molhada, muito molhada leva-nos a terra toda de arrasto, parece que está zangada com alguém, comigo não é, penso eu, já vai para a terceira semana consecutiva, arre que é demais. Os Alentejanos, que estão habituados à terra, estão a ser apanhados de surpresa, talvez o ciclo habitual das chuvadas.

As terras, que já tinham a cor verde, planícies verdinhas, tenrinhas, até dão gosto. Mas as terras enladeiradas deixam arrastar a terra, e lá vai a semente que se lançou. Tem sido uma luta para conservar alguma coisa, contudo, a água tem sempre o nosso perdão e raramente a achamos demais, mas, que estas semanas têm sido demais têm.

Há algum desespero, por vários motivos, porém, a vida é assim, cheia de isto e aquilo, isto é a obra da criação, essa Senhora implacável, e infalível, sabe tudo e tudo controla à sua maneira, dá-nos liberdade para podermos ver a maravilha da natureza, cada um de nós tem o privilégio de saber de SI, já há animais selvagens que, de forma remota, reconhecem-se, é o Elefante, o Golfinho e o Chimpanzé.

A meter água, estamos nós muitas vezes, nesta passagem desta vida, é uma passagem que passa depressa demais para alguns, para outros há entulhos por tudo quanto é sítio e então aí a vida passa depressa porque acham que a dita está a acabar sem que dela bebêssemos o mínimo da maravilha que aqui deslumbra a nossa vista e sasseia a nossa alma. Temos ainda a maior dos nossos encantos nesta passagem, é aquela que nos eterniza na descendência.

Está aí, para além de toda a beleza que desfrutamos, o maior de todos os milagres que a natureza nos tem presenteado, que é ser progenitor e assim a tal passagem continuar, sem corte, voando no espaço e na terra, dando-nos ainda a maior de todas as forças que se sente no dia em que nos aparece o pequenino bebé nos braços de sua Mãe. Nesse momento começa uma outra vida, aquela em que o mais importante é aquele ou aqueles que foram chegando. Para os Pais, todos, não há um único dia em que o dever de cuidar dos seus descendentes, não seja, de tal maneira mais forte,
que qualquer obstáculo, seja de que grandeza for.

É por isso que não me vou atirar ao Tejo nem ao Sado.

Eduardo Moreira

Thursday, November 02, 2006


Madeira

O Dr. A. João Jardim tem feito um bom trabalho na Bela Ilha da Madeira, porém, tem uma parte perdoável e outra imperdoável, a primeira é aquela em que ele usa um certo estilo, que lhe é peculiar, em que desbocadamente usa todos os truques de pressão, e um vocabulário agressivo, truculento, trauliteiro (como diz o Carlos César dos Presidente dos Açores) e malcriado, tratando os governantes em Lisboa de uma forma em se parece com os meninos pequenos, que choram baba e ranho para pressionarem as mães, que, já não os podendo ouvir e vão-lhe fazendo a vontade.

Nesta parte tem perdão, assim como assim está a fazer o seu papel de obter o mais e o melhor para a Terra que dirige e para a qual quer o melhor desenvolvimento e riqueza.

Na outra parte não tem qualquer razão, pois, como sabe o País está a tentar por as “coisas nos eixos” o que tendo êxito será bom para todo o País, um País com a História que tem, e sendo um País fortemente marcante, tendo sido um dos que influenciaram os destinos do Mundo.

Alberto João usou sempre a arma de levar a água ao seu moinho, houve tempos que falava do País de forma de queixinhas e com desdém e não se referia ao País com educação mas sim de outras formas. Isso é o menos, agora mudou para apontar contra o Governo Central e tenta esquivar-se à lei o que não pode ser.

Os seus homens de mão vieram agitar o papão da FLAMA, muito bem, todos em Portugal gostamos imenso da Ilha da Madeira assim como dos Açores, contudo, por mim, estão à vontade, façam um referendo sério e se ganhar a Independência tudo bem estão no seu direito. Nós todos temos que cumprir as Leis e Sr. Alberto deixe-se de invenções.
No caso de tentar pressionar noutras áreas, vá em frente.

Eduardo Moreira

Wednesday, November 01, 2006


Benfica em grande. Os Celtas derrotados - 3-0

Um Benfica solto e com alguma sorte, também me pareceu que jogaram bem, ainda com muitos rodriguinhos até se resolverem ao remate rápido sem dar tempo ao adversário cortar o remate. Não se devem preocupar com o facto de terem um colega por perto, penso que é típico dos jogadores portugueses estarem preocupados que os chamem egoístas, muitas vezes estes ataques de traumas são bastantes prejudiciais. Nota-se uma técnica excelente e o resultado é fraco.

Eu preferiria um jogador “egoísta” e mais objectivo do que aquele que tem receio que o chamam isso mesmo e perca os segundinhos que são fatais num jogo de futebol a este alto nível que os nossos clubes jogam. Hoje contei uns quantos que perderam a oportunidade de marcar por causa destes preconceitos.

Tem graça que nunca vi um treinador com esta preocupação de os tornar mais objectivos e alivia-los destas preocupações. É vulgar ouvir dizer mesmo aos treinadores “estava ali outro sozinho”. Deve-se deixar os jogadores sem estes problemas de consciência, Importante é dar aos jogadores toda a liberdade de serem eles mesmos e não oprimi-los
Com estes traumas.

Ouvi uma vez um jogador que quando está pressionado, com tácticas duras, que a bola lhe chega só lhe dá fugir da Bola.

Eduardo Moreira
.

Benfica em grande. Os Celtas derrotados

Um Benfica solto e com alguma sorte, também me pareceu que jogaram bem, ainda com muitos rodriguinhos até se resolverem ao remate rápido sem dar tempo ao adversário cortar o remate. Não se devem preocupar com o facto de terem um colega por perto, penso que é típico dos jogadores portugueses estarem preocupados que os chamem egoístas, muitas vezes estes ataques de traumas são bastantes prejudiciais. Nota-se uma técnica excelente e o resultado é fraco.

Eu preferiria um jogador “egoísta” e mais objectivo do que aquele que tem receio que o chamam isso mesmo e perca os segundinhos que são fatais num jogo de futebol a este alto nível que os nossos clubes jogam. Hoje contei uns quantos que perderam a oportunidade de marcar por causa destes preconceitos.

Tem graça que nunca vi um treinador com esta preocupação de os tornar mais objectivos e alivia-los destas preocupações. É vulgar ouvir dizer mesmo aos treinadores “estava ali outro sozinho”. Deve-se deixar os jogadores sem estes problemas de consciência, Importante é dar aos jogadores toda a liberdade de serem eles mesmos e não oprimi-los
Com estes traumas.

Ouvi uma vez um jogador que quando está pressionado, com tácticas duras, que a bola lhe chega só lhe dá fugir da Bola.

Eduardo Moreira
.

Tuesday, October 31, 2006


BAYERN MUNIQUE vs SPORTING

Está em preparação o jogo que há uma semana o Bayern venceu em Alvalade 21, com um golo bastante cedo o que o levou partir daí a segurar o resultado, mastigando inteligentemente todo o tempo sem riscos cansando os atrevidos sportinguistas, levando assim os três pontos para casa.

Pelas 19:45 começará um jogo desigual no sentido em que há uma diferença muito grande no curriculum dos dois opositores. O colosso Bayern está confiante, sabe que tem pela frente um clube apostando na “prata da casa”, não tinha outra alternativa, dado o passivo financeiro e também a determinação de avançar para o programa de reabilitação das contas. Jogadores. (Liedson, Yanik Tello, C. Martins, Tonel, Ricardo, Polga, Caneira, J.Moutinho, Custódio, Paredes).

Fim da primeira parte (0-0), O jogo foi equilibrado, alguma falta de determinação, constrangidos. O Bayern, esteve este quase no mesmo ritmo, só que desta parte estão a ganhar (1-0) golo em Alvalade. Tem de haver mais do que determinação, firme determinação senão acontece no mínimo o que se passou em Portugal, estão envergonhados e assim não vão lá. Espere que na 2ª parte reajam.

Entrou M. Veloso, saiu Paredes, saiu Carlos Martins e entrou Nani.

Empate. È um bom resultado e não ficaria mal uma vitória do Sporting, embora tenha beneficiado de ter pela frente um Bayern muito suave, por duas razões, uma por acharem que seria canja e outra por já estarem apurados na Champions Ligue. Foi um bom jogo mas gostaria que a vitória tivesse acontecido.

Eduardo Moreira

Sunday, October 29, 2006

Israel ameaça ataques no Egipto

Como se ver no texto do Inglês para o português traduzido automaticamente as ameças continuam. Pairam sempre no ar os perigos de coisas muito perigosas poderem acontecer de um momento para o outro. Um entendimento no Médio Oriente não está minimamente num horizonte próximo. Vejam seguidamente o texto traduzido e o original enviado por "link".

Tradução automática
JERUSALEM que o exército Israeli tentou acalmar medos em Egipto domingo que Israel está planeando uma campanha do bombardeio com as armas precision-guided de encontro aos túneis cross-border do smuggling na tira de Gaza, provérbio toda a ação militar na área seria coordenada primeiramente com Egipto. Um relatório Israeli do jornal da campanha do bombardeio alertou Egipto apressar 5.000 polícias à beira sobre o fim de semana. Os oficiais Egyptian disseram que o movimento estêve significado proteger os Egyptians que vivem na área. Um oficial militar Israeli declinou o comentário no relatório, mas disse-o que o exército não lançaria uma campanha principal do ar sem dizer Egipto. “Os Egyptians serão notificados antes de o tempo sobre tudo que acontecerá em Philadelphi,” o oficial dito, usando o nome do exército para uma tira da terra ao longo da beira de Gaza-Egipto onde o smuggling ocorre. Sob regulamentos militares, falou na condição do anonymity. Israel disse que as armas que smuggling através da beira aumentaram dramàtica desde que Israel se retirou de Gaza o ano passado. O exército terminou recentemente uma ofensiva na área, dig tinham destruído 15 túneis. Os oficiais disseram que uma ação militar mais adicional é possível. A defesa Israeli Israel dita oficiais não está planeando em usar nenhumas armas novas de encontro aos túneis. Instead planeia pisar acima de uma estratégia existente do bombardeio eles do ar com explosivos que penetram diversos medidores (jardas) na terra - não profundamente bastante ao alcance os túneis, mas bastante para disrupt sua construção. Os oficiais falaram na condição do anonymity porque não foram autorizados falar aos meios. O jornal de Maariv de sexta-feira disse Israel de planeamento usar bombas “espertas” de encontro aos túneis, alertando a ação Egyptian das polícias ao longo da beira.

Saturday, October 28, 2006

ESPERANÇA - Júlio Baptista Nunes

Tua sombra na minha caverna,
É luz de raio matutino,
É fulgor de momento proscrito,
É esperança em chão de cisterna,
É força a desviar o destino,
É o fim do próprio infinito
É frio no calor do inferno,

Cego, não vejo mais nada.
Na linha do meu horizonte,
Além do zigurate onde moras,
É profunda, é escura e gelada!
Maldita caverna de sombras,
Que só me deixa a mansão das horas,
Para ver uma transformada.

Friday, October 27, 2006


George W. Bush. O Assumir do falhanço

Estava muito claro que seria um erro muito grande acreditar que se podia entrar num País e rapidamente se eliminavam os radicais e todo o povo aclamaria os salvadores da Pátria. Os EUA estavam, e ainda estão, debaixo de um grande trauma, com o acontecimento do 11 de Setembro de 2001.

Por essa altura eu já gostava de escrever sobre os temas que mais marcavam os acontecimentos agudos que por todo o lado se adivinhavam muito perigosos. Nos quatro anos que vivi nos EUA, de 1995 a 1999 as coisas estavam bastante calmas, o Presidente era Bill Clinton e o assunto mais mediático que apareceu foi o de Mónica Lowinsky. O Presidente ainda abanou um pouco mas não chegou ao empechment.

As tentativas de apanhar Ben Laden não resultaram e isso foi dos maiores insucessos de Clinton. Houve mais tarde o ataque ao Navio de Guerra Cole. Porém as coisas ião andando e ninguém esperava qualquer ataque aos EU, era impensável. Aconteceu a catástrofe no coração de New York. Foi o choque total.

A primeira coisa que me ocorreu foi “não retaliar nos mesmos termos que eles o fizeram, ou seja a destruição quase ninguém concordava comigo, mas eu sabia e sei que tinha e tenho razão, passaram 5 anos e é o que se vê. Houve alguém que ainda levantou a voz dizendo que se devia dialogar, caíram-lhe em cima. Agora já se vai ouvindo. “Tem que se ir ao fundo do motivo do ódio” foi um dos títulos do que escrevi e fui escrevendo. Agora já se fala e falhanço e estuda-se acerca da saída deste caos.
O que se passa em França e outros sítios, também tem de se ir ao fundo dos problemas.

Eduardo Moreira

Thursday, October 26, 2006


António Lobo Antunes – Escritor

Boa a entrevista com Judite de Sousa, foi um descanso para a alma, não sei se a alma gosta destas coisas, não sei também o que é a alma sei que ouvi ali um homem falar baixinho, suave e sem pose nenhuma. Só estava, ia-se coçando ou mordendo os dedos ou falando com o queixo dentado sobre as suas mãos.

A Judite estava sempre muito atenta e sorridente, gostava de o ouvir falar dos livros e da escrita e também quando ele falava nas pessoas de quem gostava. Gosta de toda a gente ou quase. Não sei quanto tempo demorou a entrevista, pois também não havia tempo para pensar em tempo, era só deixar o tempo passar suavemente como o discurso terno do António.

Eu não o conhecia bem, fiquei a conhece-lo melhor. Parecia um deslizar de ternura e paz. Um envolvimento no livro de que falava e de outros como se fosse de uma família grande e boa. Houve muitas coisas que ouvi e gostei mas já não quais foram, só sei que era qualquer coisa muito diferente das lutas de galos entre pessoas que querem atingir algo de proveitoso e ali não havia nada disso.

Já não digo mais nada antes que estrague tudo o que se passou na Grande Entrevista da Judite.
Adeus até à próxima.

Eduardo Moreira

Wednesday, October 25, 2006




Querem modernização ou não?






Essa gente dos sindicatos ainda não perceberam que a luta sindicalista é, actualmente, bem diferente. Agora está em causa a nossa modernização ou seja o nosso desenvolvimento, para fazermos frente à concorrência que quer a nível mundial quer a nível da EU vergonhosamente estamos cada vez mais atrás e assim sendo não há santo que nos valha. Se não produzirmos competitivamente, continuamos na miséria.
Os nossos inefáveis sindicalistas lêem ainda pela mesma cartilha de há muitos anos atrás, mobilizam as massas para irem buscar uns tostões e estão-se nas tintas para o País, não querem saber nada, se o País vai para a frente ou, sabem que está em curso um esforço enorme em marcha para o desenvolvimento e toca de boicotar com manifestações e greves.
Esta hora é de união não de destabilização.Veio por aí a baixo o Sr. Luís Filipe Meneses de mansinho “blá blá “ que até chegou a falar em moção de censura ao governo. E outros que tais, que como uma carneirada, viram logo o seu discurso para alinharem no bota a baixo consertado, só de sonharem que já ali está a nossa chance.
Só pensam em ir para o poleiro, ignorando completamente os altos interesses do País especialmente numa fase tão crucial como a que estamos a viver. Agora deveríamos estar todos unidos com o governo para darmos decisivamente o salto para a média dos nossos parceiros da EU. Ou agora ou nunca.
O nosso também inefável Marcelo veio nas suas escolhas ajudar a quebrar o caminho em curso por parte do Governo e que “se não recuperamos o deficit agora pose ser daqui por uns anos”. Para esse peditório todos nós já demos.
Não queremos esperar mais, se não for agora não o será nunca. O que é preciso Professor é realmente fazer o País andar, não é só debitar um chorrilho de tácticas de jogo e não arriscar uma palavra para impulsionar o País, eu a si hoje só lhe dou 9.
PS: Egoísmo e desprezo pelo País só por sonharem em ser ministros. E horrível. Hipócritas.


Eduardo Moreira

As Sanções contra a Coreia do Norte

O perigo de uma catástrofe está aí presente e a forma de a contornar está muito mal ajuizada. Embora a resolução exclua o uso da força a situação permanece quente e com hipóteses de estourar. Num País como este tem de haver muita sensibilidade no tratamento da mesma. Todos sabemos como está a situação no que diz respeito ao modo de vida deste povo, extremamente má. A Península está dividida, os do Sul estão muito bem e os do Norte estão muito mal, isolados, acusados e ameaçados.

Numa situação destas é um barril de pólvora prestes a rebentar, pressão em cima deles é a pior coisa que se pode fazer. Têm um exército de um milhão e duzentos mil soldados prontos para o que der e vier. Não têm nada a perder porque na situação em que estão leva-os a aceitar tudo.

Falarmos para aqui, não leva a nada, sanções ainda pior, ameaças nem pensar. O que eles precisam e o que o Mundo precisa é que chegue lá uma mão estendida sem arrogâncias e estupidez.

Humildade onde ela faz falta, compreensão pelos outros povos que não vivem numa abundância esbanjadora. Tentar compreender os sentimentos de revolta de umas tantas situações à beira de vários ataques de nervos na sua humilhação. Vamos lá ter tento na língua e nas intenções. Não se pode brincar com coisas tão sérias, sérias mas mesmo, mesmo, mesmo muito, muito sérias.

Avancem com as mãos estendidas para a frente. Não estão fartos de conflitos perfeitamente escusados?.

Quanto aos testes nucleares, não há volta a dar, não se pode proibir, é pior, não faz sentido uns podem outros não podem. Não há resolução da ONU que possa dar a volta a isto, daí, há que aceitar o que tem de ser e avançam com métodos de solidariedade e ajuda, sim ajuda a quem precisa. Não sabem que tem de ser assim. O quero posso e mando está fora de contexto.

Eduardo Moreira