
Romance – Maio 22, 07
Vai devagarinho, o romance, quer dizer algo, tirar de dentro pôr cá fora, uma alma singela, altruísta, amante da vida e das boas causas. É ao sabor da “pena” deixá-la deslizar, correr pelo pensamento, pelo amor, pelo destemor.
As árvores tremeram hoje com o calor, a chuva esteve por cá, mas mais acima a Norte, quando as tenras folhas estremecem, frágeis e delicadas, ficam assustadas, à que correr para lhes acudir a elas, as tenras folhas. Por baixo está o segredo, as raízes, esforçam-se ao máximo para sacarem alguma humidade, estão entre a vida e a morte. Será que se salvam? A ver vamos os cuidados intensivos são precisos.
A acção é importante quando se quer mover algo belo e que tem pés, mãos e alma para andar. É um tempo de paciência e de querer. O dia de hoje tem sido normal, é o primeiro dia registando, transportando o mexer da vida presente e passada, as emoções fortes, um toque no rasgar da vida e no desgaste pelo tempo, no voar das ilusões e no ansiar por outras.
Vamos trabalhar no alpendre para combater o implacável sol a fustigar as paredes tornando os interiores tão quentes como as paredes exteriores. E, é assim “simplex” navegar pela Net e navegar pelas pequenas e grandes coisas, quiçá ficcionadas, procurando o imago profundo a paixão da vida. Terras altas, terras duras perto das estrelas e da estrela de cada um.
Espera-se mais um dia de “calma”. A pequena”Madeleine” continua ausente do seu mundo natural, entretanto quem se achou no direito de perturbar a vida de uma alma inocente? É assim que está este Mundo, que devia estar melhor, muito melhor do que está.
E.M.
E.M.

No comments:
Post a Comment