
A Terra e a Gente - De: Eduardo Moreira
Ontem foi quinze e belo;
Hoje é outro dia, outra ternura;
Amanhã outro dia será;
Tanto engenho tanta bravura.
A mão que acaricia o chão;
Vem o verde, vem da terra;
Vem tudo, com paixão;
As árvores, as plantas, rompem.
A chuva também aí está;
Ela vem determinada, a terra a amante;
Lava a alma, entranha a terra;
É o casamento é o Instante.
Há terra leve e terra forte;
Há o barro, esse, duro de roer;
Há que manipulá-lo, rasgá-lo;
É um casamento a vencer;
Dá gosto ver o jardim;
Que com carinho plantei;
É todo um vasto canteiro;
Foi com muito gosto que por ele suei.
As duras pedras também;
Fazem parte do painel;
Do agressividade da pedreira;
Vem a determinação, bem à sua maneira;
Vão sendo todas alinhadas, e muito bem mandadas,
conquistam o seu lugar;
São fortes para o seu papel, e não meninas mimadas.
Hoje é outro dia, outra ternura;
Amanhã outro dia será;
Tanto engenho tanta bravura.
A mão que acaricia o chão;
Vem o verde, vem da terra;
Vem tudo, com paixão;
As árvores, as plantas, rompem.
A chuva também aí está;
Ela vem determinada, a terra a amante;
Lava a alma, entranha a terra;
É o casamento é o Instante.
Há terra leve e terra forte;
Há o barro, esse, duro de roer;
Há que manipulá-lo, rasgá-lo;
É um casamento a vencer;
Dá gosto ver o jardim;
Que com carinho plantei;
É todo um vasto canteiro;
Foi com muito gosto que por ele suei.
As duras pedras também;
Fazem parte do painel;
Do agressividade da pedreira;
Vem a determinação, bem à sua maneira;
Vão sendo todas alinhadas, e muito bem mandadas,
conquistam o seu lugar;
São fortes para o seu papel, e não meninas mimadas.

1 comment:
Muito bem o Poema é lindo
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