Amassando o BarroBoa Terra Barrenta - De: Eduardo Moreira
Uma manhã de nevoeiro,
Algo muito esperado e ansiado,
Uma longa espera, trabalhada,
Logo o desejado é conquistado.
O querer é a força. Arrancada.
Uma vingança de si próprio,
A não-aceitação da derrota,
O bom sabor da vitória alcançada.
Do nada nasce uma Obra,
O que está torto ganha outra alma,
As “casas” velhas rejuvenescem,
O suor rasga a terra que se acalma.
Algo lhe deu vida, quer viver,
Rompe por ali uma força desconhecida,
A terra barrenta abençoada, por chuva colaborante,
Revive com as plantas, as árvores, numa festa bem merecida.
Eduardo Moreira

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