Saturday, October 28, 2006

ESPERANÇA - Júlio Baptista Nunes

Tua sombra na minha caverna,
É luz de raio matutino,
É fulgor de momento proscrito,
É esperança em chão de cisterna,
É força a desviar o destino,
É o fim do próprio infinito
É frio no calor do inferno,

Cego, não vejo mais nada.
Na linha do meu horizonte,
Além do zigurate onde moras,
É profunda, é escura e gelada!
Maldita caverna de sombras,
Que só me deixa a mansão das horas,
Para ver uma transformada.

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